Buscar
  • Por Adilson de Lucca

100° CLÁSSICO: MAC e Noroeste fazem jogo decisivo hoje à noite, no Abreuzão. Empate afunda os dois


MAC x Noroeste, o maior clássico regional do interior paulista tem mais um capítulo na noite deste sábado (9). As 19h30, as duas equipes entram em campo no Abreuzão para fazer a 100ª edição desse derbi e definir o futuro de cada uma nas quartas de finbal do Campeonato Paulista da Série A3.

Será a terceira rodada desta fase decisiva e os dois times estão na mesma situação: perderam a primeira das seis partidas fora de casa e empataram a segunda em casa.

Somam apenas 1 ponto cada, contra São Bernardo e Capivariano com 4 pontos cada. Ou seja, um empate hoje no Abreuzão pode significar o abraço dos afogados.

Daí a importância da torcida maqueana lotar o Abreuzão (que está com todos os setores liberados) e dar aquela força para o Tigrão.

Árbitro Thiago Duarte em campo e com o pai, Beronha (no destaque)

ÁRBITRO É FILHO DE EX-JOGADOR DO MAC

O árbitro Thiago Duarte Peixoto, filho do ex-lateral-esquerdo maqueano Carlos Beronha (que jogou entre 1982 e 1986) vai apitar o derbi de hoje à noite no Abreuzão.

Será a sétima partida na carreira, que Thiago Peixoto vai apitar um jogo do Alviceleste, sendo que as últimas quatro vezes foram no Abreuzão. O retrospecto do MAC em casa, com ele na arbitragem, é de uma derrota e três vitórias, sendo um delas na última rodada da 1ª fase desta Série A-3, com o placar de 1 a 0 sobre o União Suzano. Nas seis partidas em que trabalhou com o MAC em campo foram três vitórias do MAC, um empate e duas derrotas. Thiago Duarte terá como auxiliares os bandeirinhas Anderson José de Moraes de Coelho e Fausto Augusto Viana Moreti.

HISTÓRIA DO CLÁSSICO

TIRO E ÁRBITRO ESPANCADO PELA TORCIDA E INTERNADO

Marília e Noroeste são personagens de uma das rivalidades mais ferrenhas do interior de São Paulo. Há 66 anos, uma partida entre os dois clubes, conhecida historicamente por ter terminado em uma batalha campal, que resultou em internação hospitalar do árbitro e punição da Federação Paulista de Futebol, amplificou a disputa regional e iniciou uma emblemática rixa entre dois clubes e duas cidades.

O Esporte Clube Noroeste foi fundado em 1910 e o primeiro título estadual foi o campeonato do interior de 1943, sobre o Guarani de Campinas, quando o Marília ainda dava os seus primeiros passos.

Em 1948 o Noroeste formou um time profissional que passou a disputar o Campeonato Paulista. Fundado em 1942, O MAC nasceu sobre a alcunha de Esporte Clube Comercial e possuía inicialmente as cores vermelho e branco. Apenas em 1947 passa a adotar o nome de Marília Atlético Clube e as cores azul e branco.

Em 07 de agosto de 1953 o Marília também se profissionalizou e ambos os clubes disputaram a 2ª divisão do campeonato paulista, temporada 1953/1954. Na fase final da competição, seis equipes jogavam entre si turno e returno e o campeão garantiria o acesso à elite do futebol paulista. No dia 18 de abril de 1954, Marília e Noroeste disputavam um desses jogos finais no estádio Bento de Abreu Sampaio Vidal, conhecido como Abreuzão. Nos preparativos para o jogo muita polêmica havia sido estimulada: a segurança do jogo foi realizada com apoio de policiais de Bauru, à época a base do comando regional era localizada em Bauru; o árbitro escalado não foi aprovado pela torcida maqueana, que o acusava de ter apitado em favor da equipe bauruense em jogos anteriores.

Quando o árbitro José Benedito Siqueira iniciou a partida os ânimos já estavam exaltados. O Marília começou vencendo, mas o Noroeste conseguiu a virada, em lances que, para a torcida local foram marcados por favorecimento da arbitragem. Após o final da partida, um torcedor teria sido almejado por um disparo de arma de fogo depois de uma tentativa de pular o alambrado. Como os policiais eram de Bauru, a torcida maqueana explodiu em uma reação de revanche contra o torcedor ferido, invadindo o campo e iniciando uma batalha campal. Os torcedores não apenas foram para o embate com os policiais como também procuraram agredir o árbitro, culpado pelo resultado. Em uma medida para proteger a integridade do árbitro, houve uma tentativa de escondê-lo em um dos armários do banheiro.

A orda em fúria localizou o juiz que foi espancado e precisou ficar sob internação na Santa Casa do município. Torcedores e policiais também teriam ficado feridos, sem gravidade, na confusão.

Como resultado do incidente, a Federação Paulista de Futebol puniu o Marília com a perda dos pontos da fase final e a equipe teve que disputar todos os jogos que seriam disputados no Abreuzão, nos estádios dos adversários.

O Noroeste acabou se sagrando campeão e obtendo o seu primeiro acesso, em jogo disputado no estádio Dr. Alfredo de Castilho, popular Alfredão, contra o próprio Marília (2×0). De lá para cá, foram diversos jogos com muita provocação e rivalidade.


84 visualizações0 comentário