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  • Da redação

Relatórios sobre "gestão criminosa" do Ipremm serão enviados ao MPF


Secretário Levi Gomes e a diretora do Ipremm, Mônica Regina, na Câmara Municipal

A Procuradoria Jurídica da Prefeitura de Marília vai entregar esta semana ao Ministério Público Federal (MPF) os relatórios sobre "malversações" no Ipremm (Instituto de Previdência do Município de Marília) no período de 2013 a 2016. O trabalho é fruto de auditorias e levantamentos realizados este ano.

O anúncio do envio dos relatórios ao MPF foi feito na noite desta segunda-feira (21) pelo secretário municipal da Fazenda, Levi Gomes, durante explanações sobre a situação do Instituto, na Câmara Municipal.

"A utilização dos recursos do fundo do Ipremm foi criminosa, com uma administração temerária e irresponsável. Estamos denunciando, apurando e encaminhando ao Ministério Público e a Justiça, que vão definir as responsabilidades", disse Levi.

A dívida atual da Prefeitura com o Ipremm chega a cerca de R$ 200 milhões. Na sessão desta segunda-feira, houve pedido à Câmara para dois parcelamentos de débitos do Instituto, um em 60 meses (cerca de R$ 1 milhão por mês) e outro em 200 parcelas (de cerca de R$ 513 mil mensais), além do aumento de 11% para 14% da alíquota de contribuição patronal, através de um Projeto de Lei enviado ao Legislativo pela Prefeitura. O déficit atuarial da Ipremm com a Prefeitura, desde que o Instituto foi criada, em 1991, chega a cerca de R$ 3 bilhões, segundo Levi Gomes.

HUMILHADA E RIDICULARIZADA

Na explanação na Câmara, também esteve presente a atual diretoria do Ipremm, Mônica Regina da Silva, que nesse sentido adiantou. "Não houve roubo nem rombo dos recursos do Instituto". Ela defendeu a diretora do órgão na gestão passada, Nadir Aparecida Martins.

"Ela foi humilhada, menosprezada e ridicularizada por secretários da gestão anterior. Não foi atendida em nenhum momento por aquelas pessoas que pelo menos poderiam tê-la ouvido. Ela teve as portas da prefeitura fechadas. Não vou usar esse momento de tamanha adversidade para fazer política. Meu cargo é técnico e vou relatar e encaminhar para os órgãos e cada autoridade definirá se houve ou não irregularidades de algum gestor", disse Mônica Regina.


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