Buscar
  • Da redação

Sindicato dos Motoristas aguarda final da ação que determina volta dos cobradores ou complemento sal


Cidão, presidente do Sindicato dos Motoristas: vitória com ação judicial pela volta dos cobradores ou complemento salarial de 50% para os motoristas que exercem dupla função nas empresas de ônibus em Marília

O Sindicato dos Motoristas de Marília aguarda confirmação de recurso em ação judicial trabalhista movida pela entidade que pede a volta dos cobradores nos ônibus das empresas Sorriso e Grande Marília ou complemento salarial de 50% sobre os salários dos motoristas que exercem a dupla função, retroativo a 2013, quando foram retirados os cobradores.

"Já tivemos ganho de causa em primeira instância e aguardamos a confirmação do recurso. O que essas empresas fizeram foi uma afronta, com a conivência da Prefeitura, já que o contrato quando elas venceram a licitação previa a função dos cobradores", disse ao JP o presidente do Sindicato, Aparecido Luiz dos Santos, o Cidão. Ele disse que a extinção dos cobradores pelas empresas causou a perda de cerca de 350 empregos.

Quanto à segunda opção expressada na ação judicial, que seria o complemento salarial dos motoristas que atuam também como cobradores, o sindicalista explicou que o salário dos cobradores era de aproximadamente R$ 1.200,além da cesta básica. O salário dos motoristas, atualmente, está em cerca de R$ 1.700.

"Ocorre que as empresas pagam aos motoristas 1% da arrecadação em dinheiro e 1,5% da arrecadação em cartões com pagamentos de tarifas. Motorista que pega uma linha fraca, não ganha quase nada. Na média, cada motorista ganha um extra em torno de R$ 60 por mês, o que é insignificante pela responsabilidade da dupla função", explicou Cidão. "Cada motorista deveria receber um complemento salarial de cerca de R$ 600, o que não acontece. Mas confiamos na Justiça e aguardamos a confirmação da decisão que já nos amparou legalmente em primeira instância", disse o sindicalista.

Ação impetrada pelo Sindicato dos Motoristas de Marília foi acatada pela Justiça do Trabalho

CARGA DE TRABALHO

A ganância e visão econômica das empresas, demitindo os cobradores, jogou nos motoristas uma carga de trabalho, responsabilidade e susceptibilidade para desenvolver sinais, sintomas e doenças.

Em curto espaço de tempo os mais resistentes estarão buscando os ambulatórios médicos com queixas das mais variadas. Certamente serão detectados distúrbios físicos, psicológicos, sociais e em consequência a necessidade de tratamento específico, bem como a necessidade de afastamento do trabalho. Aumenta o absenteísmo e surgem doenças ocupacionais.

Além disso, a evidente sobrecarga nos motoristas, cria sérios riscos de acidentes e à integridade física deles e dos passageiros. Dirigir um veículo grande como ônibus num trânsito caótico como o de Marília e ainda se preocupar em cobrar passagem, fazer troco, tomar cuidado para não errar e etc. não é tarefa fácil. Além disso, os motoristas têm que se preocupar com o embarque e desembarque dos passageiros nos coletivos. Falta respeito humano, valorização do profissional e sensibilidade das empresas nesse sentido.


13 visualizações0 comentário