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  • Da redação

Justiça condena vendedores de goiabas que furtaram bolsa de fiscal que apreendeu mercadorias deles n


O juiz da 1ª Vara Criminal do Fórum de Marília, José Augusto Franca Júnior, condenou dois vendedores de goiabas que furtaram uma bolsa de um fiscal da Prefeitura de Marília, a qual estava dentro de uma perua Kombi oficial, usada para apreender as mercadorias dos acusados, próximo ao Camelódromo.

Clayton Aparecido Carriel, de 26 anos e Klishman Eduardo Bernardo, de 20 anos, foram condenados a oito meses de reclusão. Como os valor do furto não ultrapassou R$ 200 e eles têm bons antecedentes, as penas foram substituídas por prestação de serviços à comunidade.

O CASO

Segundo os autos, no dia 29 de março de 2016, por volta das 17h30, na Rua Bahia, 60, os acusados subtraíram uma bolsa em couro, com oitenta reais em dinheiro e diversos documentos, avaliados em R$ 45,00, pertencente ao fiscal Wagner Serapilha.

Uma fotografia de Clayton, no momento em que os policiais o abordaram, em apoio ao agente da prefeitura,mostrou que nas imagens juntadas pelas câmeras de uma empresa próxima ao local do furto, o mesmo aparece trajando as mesmas roupas.

Segundo o apurado, a vítima Wagner Serapilha é Fiscal de Posturas da Prefeitura Municipal de Marília e apreendeu mercadorias do acusado Clayton, porque estavam sendo vendidas irregularmente, e transportou-as em um veículo Kombi da Prefeitura Municipal de Marília, onde estava a bolsa da vítima.

Quando a vítima chegou ao prédio da Prefeitura Municipal, os indiciados aproveitaram-se de que o vidro do veículo estava aberto e subtraíram, para si, a bolsa com o dinheiro e os referidos documentos. Por meio do sistema de filmagem de segurança foi possível notaram a subtração praticada pelos indiciados

A vítima relatou que no dia dos fatos estava fazendo fiscalização próximo do camelódromo de Marília, oportunidade em que houve apreensão de mercadorias dos réus por estar irregulares. Ao chegar nas dependências da Prefeitura Municipal para descarregar as mercadorias, os réus subtraíram sua bolsa, que estava dentro do veículo do ente municipal. Nas câmeras próximas à prefeitura foi possível ver os réus passando correndo em direção à Kombi onde estava a pasta.

Viu os réus e eles estavam com as mesmas roupas do local de onde ocorreu a operação de apreensão das mercadorias. Depois, em outra imagem é possível ver o réu Clayton pegando a pasta e retirando os documentos que estavam nela e os colocando na cintura.

Na sequência da imagem, verifica-se um outro rapaz magro, com as mesmas roupas do réu Klishman pegando a pasta e a subtraindo. Adão Aparecido de Cerqueira, disse que os réus eram conhecidos dos fiscais da prefeitura, pois, sempre vinham para esta cidade comercializar irregularmente mercadorias.

No dia dos fatos, foi feita a abordagem e apreendida as mercadorias (goiabas) dos réus, com o auxílio da polícia militar, pois eles eram agressivos quando das abordagens anteriores. Ao chegar a prefeitura, pararam o veículo e, enquanto descarregavam as mercadorias, foi subtraída a bolsa pertencente à vítima. Nas imagens de uma empresa próxima foi possível ver os dois réus passando correndo em direção à prefeitura.

Nas imagens de trânsito, foi possível ver o Clayton abrindo a bolsa, retirando os documentos e escondendo o objeto no local onde funcionava uma imobiliária. Depois de cerca de dez minutos, uma pessoa magra, com as mesmas características físicas do réu Klishman, passou e pegou a bolsa e a levou embora. Interrogado, o acusado Clayton disse que os fiscais apreenderam as frutas que pertencia a si e ao réu Klishman.

Após a apreensão das frutas, foi embora com seu parceiro. Negou a subtração da bolsa pertencente ao fiscal da prefeitura. A negativa de autoria dos réus restou isolada. Isso porque, os dois réus foram vistos correndo em direção ao local onde estava o carro da prefeitura estacionado para descarregar as frutas apreendidas e isso foi possível ver com absoluta certeza pela primeira imagem vista pela vítima e pela testemunha ouvida em Juízo. Depois disso, nas imagens do sistema de monitoração de trânsito da cidade, foi possível ver nitidamente o réu Clayton com a pasta da vítima nas mãos, retirando dela os documentos ali constantes.

Cerca de dez minutos depois, é possível ver um outro rapaz magro, com as características do réu Klishman passando no local onde Clayton havia escondido a pasta e a levando embora. Em que pese não ser possível ver nitidamente Klishman nesta segunda imagem, na primeira os dois réus foram vistos passando correndo em direção ao local onde estava a res furtiva. Além disso, os dois negaram tal fato em Juízo, apesar dos depoimentos da vítima e da testemunha, bem como das imagens de segurança. Dessa maneira, a acusação ficou demonstrada e o juiz requereu a condenação dos réus.


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