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  • Da redação

TCE vistoria dezenas de obras paradas em cidades do Oeste Paulista. Em Marília, não deram as caras!


Obras paradas em cidades do Oeste Paulista foram apontadas pelo TCE. Nas fotos, obras paradas em Avaré

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) vistoriou centenas de municípios para verificar as condições de obras públicas paradas. No Oeste Paulista, dezenas de cidades foram flagradas com atrasos e falhas na execução dos serviços e, em alguns casos, até a paralisação integral dos trabalhos sem qualquer justificativa.

De forma coordenada, fiscais visitaram 234 obras em 212 municípios. Na região, foram vistoriadas construções em Dracena, Areiópolis, Avaí, Avaré, Barra Bonita, Bauru, Botucatu, Brotas, Cerqueira César, Dois Córregos, Igaraçu do Tietê, Itapuí, Jaú, Lençóis Paulista, Piratininga e São Manuel. Em Marília e cidades da microrregião não houve fiscalização,apesar de haver aqui na cidade diversas obras paradas, como o Ribeirão dos Índios, as famigeradas obras do esgoto e uma posto de saúde na Zona Sul, sendo deteriorado pelo tempo e por vândalos.

Os técnicos avaliaram as condições das obras e o andamento dos serviços. O Tribunal estipulou prazos para o término das obras, principalmente de creches e escolas em cidades onde há déficit nessas áreas.

Em São Manuel, a obra visitada foi a EMEII do núcleo Tancredo Neves, de R$ 1.288.441,99, iniciada em janeiro de 2016 e atualmente paralisada. Segundo o TCE, após notificação, a prefeitura adotou medidas para impedir que pessoas dormissem no local. "A prefeitura não exigiu depósito do valor referente à garantia da obra, que poderia reduzir os prejuízos da municipalidade", diz.

Em Avaí, a obra de creche-escola na Vila Oliveira iniciada em maio de 2014 está atrasada há mais de dois anos e, atualmente, encontra-se paralisada, "em situação de crítico abandono e deterioração". "Apuramos inúmeros problemas, inclusive denúncias de desvios, com instalação de uma CEI na Câmara e existência de inquérito civil no MP a respeito", afirma.

Em Barra Bonita, o órgão de fiscalização constatou que uma creche no Jardim dos Ypês de mais de R$ 1,6 milhão, com construção iniciada em fevereiro de 2016, teve a obra paralisada há cerca de quatro meses, mesmo 85% concluída.

O mesmo problema ocorre em Itapuí, onde creche-escola no Balneário Mar Azul de mais de R$ 1,5 milhão prevista para ser entregue em setembro do ano passado também encontra-se com a obra paralisada sem qualquer justificativa há 6 meses, apesar de 94% dos serviços já terem sido executados.

Em Areiópolis, segundo o TCE, a obra do Centro de Convivência do Idoso (CCI), que deveria estar pronto em abril deste ano, mas teve inauguração prorrogada para outubro, está atrasada e não deve ser entregue no prazo previsto por estar com 70% de execução. O órgão chama atenção para desnível existente no terreno, que não estava previsto no projeto.

Em Lençóis Paulista, o TCE revela que creche no Jardim Grajaú de mais de R$ 1,7 milhão, apesar de ter sido inaugurada em julho deste ano, apresenta problemas hidráulicos (vazamentos), rachaduras e trincas, além de falta de acessórios nos banheiros e pisos táteis para deficientes e prateleiras de granito soltas.

Em Piratininga, a obra de reforma e ampliação do Centro Cultural foi inaugurada e entregue à população em julho de 2016 antes de ser concluída pela construtora responsável. Além da falta de corrimão nos corredores e escadas de acesso, foram encontrados problemas nos forros, ausência de acessórios nos banheiros e infiltrações. Em Jaú, auditoria na creche em construção na Chácara Nunes revelou que a obra está bastante atrasada, já que a ordem de serviço para o início dos trabalhos foi emitida em setembro de 2012. "Apuramos inúmeras paralisações, repactuação de prazos, ações de vândalos, tudo contribuindo para encarecimento da obra, que atualmente está com 80% de execução", informa o TCE.


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