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  • Da redação

CASO ISABELLE: Laudo aponta lesões no cérebro da criança. Padrasto continua preso


A garotinha Isabelle morreu no dia 27 de setembro. O padrasto dela segue preso

Lesões no cérebro. Esse foi o resultado do laudo liberado pelo IML (Instituto Médico Legal), nesta quarta-feira, sobre a morte da garotinha Isabelle Fernandes de Souza, de 2 anos e três meses, que morreu na manhã do dia 27 de setembro, cinco dias após ter sido internada pelo padrasto, Israel Luiz Vieira, o Zah, de 22 anos, no Hospital Materno Infantil, em Marília. O laudo do IML não apontou lesões pelo corpo, o que caracterizaria queda de altura. A hipótese mais, provável, nesse caso, é que a criança tenha sido sacudida pelo padrasto.

Na oportunidade, ele alegou que a menina havia ingerido alguns medicamentos para vômitos, passado mal e caído da cama no apartamento do CDHU, na Zona Sul, onde morava com ele e a mãe. Israel está preso desde o dia 28 de setembro. A prisão preventiva dele vence dia 28 próximo.

O delegado que acompanha o caso, Bolivar dos Santos Júnior, não descarta a possibilidade de Israel ser indiciado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

O CASO

Isabelle com a mãe, Sara e o enterro da criança

Isabelle morreu na tarde da quarta-feira (27), com traumatismo craniano e fraturas, após, segundo Israel, que é padrasto da menina, ela ter caído da cama na tarde de sábado (23), depois de tomar medicamentos para vômito e passar mal.

"Após diversos depoimentos a primeira hipótese é de que a criança caiu da escada acidentalmente, voltou para o apartamento sem ser socorrida, agonizou, tomou medicamentos da mãe e passou por convulsão.

O rapaz demorou muito para socorrer a criança, que, vale ressaltar, estava sob os cuidados dele. Em um primeiro momento ele mentiu, dizendo que a Isabelle havia caído da cama. Ninguém acreditou porque a cama era baixa e a médica que atendeu o caso disse que as lesões não eram compatíveis com a história. Assustado, ele mudou a versão e disse que a vítima havia caído da escada. Informalmente, conversando com a equipe do IML, foi verificado na vítima o que é chamado de ‘Shaken Baby’, que é causado pelo ato de sacudir a criança de forma violenta e intencional.

O cérebro não está em formação na caixa craniana e isso ocasiona diversas lesões. Israel confirmou que chacoalhou a criança. Ele alegou que fez isso para reanimar Isabelle, mas isso ainda será investigado. De qualquer forma estamos trabalhando com a hipótese de homicídio qualificado, seja pela omissão ou comissão. Também não descartamos a hipótese de um homicídio culposo, sem a intenção de matar. As investigações prosseguem”, declarou na ocasião à imprensa o delegado Bolívar dos Santos Júnior.

Ele ressaltou que havia a possibilidade do rapaz ter socorrido a menina. “Fica aquela indagação, porque ele não providenciou o socorro? Ele alega que telefonou em tempo para a mãe, porém a genitora nega o fato". A mãe da menina, Sara Fernandes, estava trabalhando no dia dos fatos.


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