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  • Da redação

Conselho Tutelar entra em colapso, sem telefone de plantão e sistema informatizado


Conselho Tutelar e a conselheira Liozina de Almeida: problemas e atendimento precário no órgão

O Conselho Tutelar de Marília está sem telefone de plantão, a partir das 17h30 às 8h e sem o sistema informatizado (Gênesis) de cadastro de triagem e histórico das pessoas atendidas no órgão. Os dez conselheiros tutelares se reuniram ontem (quinta-feira) e decidiram levar o problema da falta do sistema informatizado ao Poder Judiciário, nesta sexta-feira (20).

"Sem o cadastro informatizado, o atendimento no Conselho está precário, pois além de prejudicar os atendimentos, dificulta muito as respostas a ofícios com solicitações de informações enviados pelo Judiciário e outros órgãos, com prazos", disse ao JP a conselheira tutelar Liozina de Almeida Carvalho. O sistema de cadastro está desativado há cerca de dez dias.

A conselheira afirmou que funcionários da secretaria municipal de Assistência Social sugeriram que as informações do "Gênesis" fossem transferidas para um outro sistema, bem como as novas informações. "Ocorre que as informações do cadastro são altamente sigilosas, com dados pessoais, denúncias e depoimentos e devem ser exclusivas do Conselho para garantir a proteção ás vítimas e demais pessoas envolvidas", explicou.

SEM TELEFONE DE PLANTÃO

As ligações feitas pela população das 17h30 às 8h no telefone fixo do Conselho Tutelar eram reencaminhadas automaticamente para o celular corporativo, que fica com um conselheiro de plantão à distância. Desde ontem (quinta-feira) o sistema está desativado.

Quando a ligação chega ao telefone fixo, o vigia do local anota os "recados", que são repassados ao conselheiro de plantão em seu celular particular.

"Como a diretoria do Conselho está tentando resolver o problema do telefone de plantão hoje, vamos aguardar. Caso não seja resolvido, vamos levar esse problema ao Poder Judiciário na segunda-feira", disse Liozina.

Ela reclamou que o Conselho Tutelar não vem tendo a atenção que necessita. "Trabalhamos com vidas e isso é de extrema importância, mas, infelizmente, o apoio que estamos recebendo é do Poder Judiciário e da promotoria púbica, que nos dá um respaldo imenso. Apesar desses problemas, o Conselho Tutelar não deixou e não deixará de atender ninguém, mas o serviço vem sendo de maneira precária e isso não pode continuar", finalizou a conselheira.


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