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  • Da redação

CASO ISABELLE: delegado indicia padrasto por homicídio doloso. Justiça pode prorrogar prisão dele. P


Israel foi indiciado por homicídio doloso e pode pegar até 30 anos de cadeia

O delegado Bolivar dos Santos Júnior, da Delegacia de Defesa da Mulher, concluiu o inquérito sobre a morte da menina Isabelle Fernandes de Souza, de 2 anos e 3 meses e encaminhou ao Fórum de Marília. O padrasto da garota, Israel Luiz Vieira, de 22 anos, foi indiciado por homicídio doloso. “Os laudos apontaram vários hematomas no corpo da garota, até com objeto contundente, além dela ter sido sacudida violentamente e ter ficado mais de duas horas sem socorro”, disse o delegado ao JP. A Justiça poderá converter a prisão temporária de Israel (de 30 dias, que vence neste sábado 28) em prisão preventiva. Caso condenado, ele poderá pegar até 30 anos de cadeia.

O CASO

Enterro da menina: comoção e revolta

Isabelle morreu na tarde do dia 27 de setembro, com traumatismo craniano e fraturas, após, segundo o padrasto, ter caído da cama na tarde do dia (23), depois de tomar medicamentos para vômito e passar mal. "Após diversos depoimentos a primeira hipótese é de que a criança caiu da escada acidentalmente, voltou para o apartamento sem ser socorrida, agonizou, tomou medicamentos da mãe e passou por convulsão. O rapaz demorou muito para socorrer a criança, que, vale ressaltar, estava sob os cuidados dele. Em um primeiro momento ele mentiu, dizendo que a Isabelle havia caído da cama. Ninguém acreditou porque a cama era baixa e a médica que atendeu o caso disse que as lesões não eram compatíveis com a história. Assustado, ele mudou a versão e disse que a vítima havia caído da escada. Informalmente, conversando com a equipe do IML, foi verificado na vítima o que é chamado de ‘Shaken Baby’, que é causado pelo ato de sacudir a criança de forma violenta e intencional. O cérebro não está em formação na caixa craniana e isso ocasiona diversas lesões. Israel confirmou que chacoalhou a criança. Ele alegou que fez isso para reanimar Isabelle, mas isso ainda será investigado. De qualquer forma estamos trabalhando com a hipótese de homicídio qualificado, seja pela omissão ou comissão. Também não descartamos a hipótese de um homicídio culposo, sem a intenção de matar. As investigações prosseguem”, declarou à imprensa o delegado Bolivar dos Santos Júnior. Ele ressaltou que havia a possibilidade do rapaz ter socorrido a menina. “Fica aquela indagação, porque ele não providenciou o socorro? Ele alega que telefonou em tempo para a mãe, porém a genitora nega o fato". A mãe da menina, Sara Fernandes, estava trabalhando no dia dos fatos. “APODREÇA NA CADEIA”

Em postagem nas redes sociais, esta semana, Sara disse que Israel “é um demônio disfarçado de anjo. A Justiça vai ser feita pelo homem e por Deus! Que você apodreça e pague por toda dor e sofrimento que nos causou, por tudo que fez com minha filha ! Israel Luíz Vieira . Nome que jamais vou esquecer, nome de um desgraçado”.


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