Seguem hoje as audiências sobre golpes de R$ 50 milhões na Unimed de Marília
- Da redação
- 26 de out. de 2017
- 4 min de leitura
Foto exclusiva do JP mostra chegada do avião/UTI/Unimed, no Aeroporto de Marília, o qual seria usado para série de fraudes e rombo de R$ 50 milhões (em valores atualizados) na Unimed em Marília
EXCLUSIVO
Têm sequência na tarde desta quinta-feira no Fórum de Marília, as audiências sobre denúncias de fraudes e rombo de R$ 50 milhões na Unimed de Marília. O juiz da 1ª Vara Criminal, Luis César Bertoncini, acatou denúncia do MP no escandaloso caso dos desvios na Cooperativa. Ex-dirigentes da Unimed e outros envolvidos no golpe foram denunciados por crimes repetidos de estelionato, fraudes e formação de quadrilha. O processo corre em segredo de Justiça, mas o JP teve acesso. Foram duas audiências este mês, sendo ouvidas testemunhas de acusação e defesa. Nesta quinta-feira, serão ouvidas mais testemunhas de defesa e no dia 14 de novembro, acontecerá o interrogatório dos réus OS CRIMESOs crimes foram praticados ao longo de 9 anos na Unimed de Marília e tinham como pano de fundo transportes fraudulentos de pacientes fantasmas por aeronaves (UTI aérea). Os proprietários das empresa aéreas forneciam notas frias para a quadrilha. Entre as empresas envolvidas nos golpes estão a UNISERV, a Latina FLAY e a Andaluz. Uma empresa fajuta, registrada como fábrica de carimbos, também emitia notas frias no esquema. O magistrado citou, nas denúncias, que a diretoria eleita posteriormente aos crimes não forneceu dados solicitados pela Justiça, o que gera suspeitas de acobertar as fraudes. São 55 testemunhas no total, sendo algumas delas (de defesa) residentes no exterior. Advogados de defesa já avocaram prescrições de crimes, o que foi negado pelo juiz. O magistrado também manteve a quebra dos sigilos fiscais e bancários de alguns réus.
MODUS OPERANDI: OS GOLPES
Empresas aéreas contratadas pela Unimed de Marília entre os anos de 1997 a 2006, transportaria pacientes em UTI móvel aérea. As empresas emitiam notas fiscais frias de serviços nunca realizados. Pacientes eram fantasmas.
A Polícia Civil recebeu as denúncias após um “racha” na diretoria da Unimed em Marília. A DENÚNCIA A ação criminal imputa aos réus os crimes de estelionato, em continuidade delitiva, e formação de quadrilha, que teriam sido praticados entre 1 de abril de 1.997 e 6 de janeiro de 2010, com a prática de 153 crimes de estelionato. Quanto ao crime de formação de quadrilha, consta na denúncia que teria perdurado até janeiro de 2010. A Justiça citou que em nenhum momento da denúncia consta que a contratação das empresas tenha se dado sem anuência do Conselho da Administração, sem aprovação posterior do Conselho Fiscal e das Assembleias Gerais Ordinárias, e tampouco que tenha sido constatada alguma irregularidade na auditoria realizada em 2008. É exatamente esta formal regularidade dos contratos que constituiria a fraude e indução em erro dos demais cooperados. Nunca foi indicado algum voo (datas, pacientes, hospitais de destino, etc) sobre transporte de pacientes. Durante as investigações do caso, a Justiça solicitou à UNIMED-MARÍLIA, então administrada pelos réus Francisco e Gustavo, que a informassem data de voo, nome e endereço de pacientes transportados, referentes à emissão de algumas notas fiscais porém, nada foi informado sobre isso .
OS DENUNCIADOS
1 - Médico Gustavo Anibal Rojas Pietro (ex-superintendente e ex-vice-presidente da Unimed em Marília 2 - Médico Francisco Quirici Netto (ex-presidente e ex-vice-presidente da Unimed em Marília 3 - Contador Paulo Roberto Rosa (ex-gerente administrativo da Unimed em Marília) 4 - Marília Seren Rosa (empresária) 5 - Vânia Marília Seren (ex-esposa de Paulo Rosa) 6 - Empresário Washington José dos Santos 7 - Empresário Fernando Aparecido Romeu
NOTA DO DR. FRANCISCO QUIRICI NETTO ENVIADA AO JP

Dr. Gustavo Rojas e Dr. Quirici, na época em que dirigiam a Unimed-Marília
Em referência a notícia veiculada, causa espanto que um processo de natureza criminal, com peças sigilosas tenha o seu conteúdo ilegalmente vazado. Com efeito, todos os fatos inseridos no processo estão sendo e ainda serão, oportunamente, alvo de debates técnicos e jurídicos, em Foro próprio. Não obstante, cumpre esclarecer desde já, que a gestão do Dr. Francisco à frente da diretoria da Unimed Marilia foi aprovada e referendada por mais de 130 reuniões do Conselho Fiscal da Cooperativa, órgão este responsável pela fiscalização e aprovação dos atos de gestão da Diretoria. Todas as contas apresentadas pelo Dr. Francisco e sua equipe foram devidamente auditadas por empresas especializadas em auditoria externa, e foram todas aprovadas sem qualquer ressalva. Além das reuniões do Conselho Fiscal e das Auditorias Externas todos os contratos firmados na gestão do Dr. Francisco foram revisados e validados pela assessoria jurídica da Cooperativa, um renomado escritório de advocacia da Região de Marília. O fato é que a Unimed de Marilia nunca teve nenhum prejuízo durante a gestão do Dr. Francisco. É uma completa ilação das pessoas que iniciaram esse processo e do Ministério Público a suposta existência do dito "rombo de 30 milhões". A denúncia noticiada foi motivada por questões meramente políticas (foi feita por apenas um médico cooperado, concorrente do Dr. Francisco) e são completamente infundadas sendo que a maioria dos médicos cooperados da Unimed de Marilia são profundos conhecedores de que, ao contrário do que se coloca, a gestão do Dr. Francisco fez com que a Cooperativa crescesse e muito na região de Marília. Se a Unimed de Marilia está no patamar de excelência que está hoje esse fato se deve também, além de outros fatores, aos anos e anos de dedicação do Dr. Francisco para com a Cooperativa. Certamente a Justiça cuidará de esclarecer todos os fatos, sendo que as pessoas responsáveis por manchar a imagem de um médico que dedicou boa parte da sua vida profissional para melhorar as condições de saúde da população mariliense pagarão por suas ações. O Dr. Francisco se coloca como sempre se colocou a inteira disposição para prestar os devidos esclarecimentos aos interessados, das mentiras a ele imputadas por motivos unicamente políticos.








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