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  • Da redação

Associações de Moradores coletam assinaturas contra aumento de tarifas de ônibus em Marília


As banquinhas de coleta de assinaturas da população, que eram frequentes nas gestões de Mário Bulgareli e Vinícius Camarinha, voltaram à região do Terminal Rodoviário Urbano. Desta vez, para coletar assinaturas contra o possível aumento de tarifas das empresas de ônibus Grande Marília e Sorriso de Marília, que querem reajuste de R$ 3 para R$ 3,70.

Organizada pelas associações de moradores A-Socianorte (da Zona Norte), que tem como presidente Altair Vieira, Sociasul (da Zona Sul), que tem como presidente Helena Damacena e Associação de Moradores da Vila São Miguel, comandada por Tereza Machado, a campanha de coleta de assinaturas será iniciada na tarde desta segunda-feira (6). Os ativistas Nelson Alves e Regina Muller também organizam o movimento. Em outras regiões da cidade, assinaturas com esta finalidade já foram coletadas neste final de semana.

REUNIÃO DO SAF

O SAF (Sistema Auxiliar de Fiscalização do Transporte Coletivo Urbano de Marília), se reunirá no próximo dia 13 de novembro (uma segunda-feira). O presidente do SAF (e da Emdurb), Valdeci Fogaça de Oliveira, disse ao JP que o encontro foi adiado na semana passada em função das chuvas, que atrapalharam o deslocamento dos integrantes do Sistema e principalmente a necessidade de uma prazo maior para análises de pauta da reunião.

O órgão analisa diversas questões e demandas do setor, inclusive, planilhas e relatórios das empresas de ônibus urbanos sobre pedidos de aumentos de tarifas. O SAF emite parecer, mas não define índice de reajustes de tarifas. Isso cabe exclusivamente ao prefeito, Daniel Alonso.

Há vários meses as empresas Grande Marília e Sorriso de Marília vêm solicitando reajuste das tarifas de R$ 3 para R$ 3,70.

A primeira reunião do Sistema ocorreu no último dia 11, no auditório do segundo andar da Prefeitura e durou cerca de duas horas e meia. O engenheiro de Trânsito da Emdurb, Rogério Antonio Alves, integrante do SAF que participou daquela reunião, disse ao JP que a questão das tarifas foi mencionada na pauta do encontro, mas não ficou nada definido.

"Falamos sobre o reequilíbrio econômico das empresas, mas não foi aprofundado este assunto", explicou. Documentos e planilhas da empresas foram apresentados e discutidos naquela reunião.

EMPRESAS PRESSIONAM

Há cerca de quatro meses as empresas de ônibus Grande Marília e Sorriso de Marília, que formam a AMTU (Associação mariliense de Transporte Urbano) vêm pressionando o prefeito Daniel Alonso (PSDB) para que o mesmo autorize reajuste no preço das tarifas. Como dividem o monopólio na cidade, as duas empresas cobram o mesmo preço nas passagens: R$ 3.

ÚLTIMOS REAJUSTES

Os últimos aumentos no valor da passagem de ônibus em Marília ocorreram no intervalo de menos de um ano, em 2015. As tarifas passaram de R$ 2,15 para R$ 2,50 e de R$ 2,85 para R$ 3. Reajuste acumulado de R$ 0,50 com índice de 19%.

Em 2016, como era ano eleitoral, para evitar desgaste político e popular, o então prefeito Vinícius criou uma manobra para evitar o reajuste direto nas tarifas e concedeu isenção do pagamento de ISSQN (o popular ISS) para as empresas de ônibus. Como não foi previsto o impacto que esse grande privilégio às empresas causaria aos cofres públicos, a medida está sendo investigada.

DEMANDAS

Entre os problemas e reclamações analisados pelo Sistema, esteve a questão dos atrasos e ônibus lotados nos novos núcleos habitacionais na região do Distrito de Padre Nóbrega. "Uma das sugestões apontadas foi a criação de linhas exclusivas para aqueles núcleos, independente do Distrito", disse o engenheiro.

Outra questão discutida foi a abertura do Terminal Rodoviário Urbano. Rogério descartou a possibilidade do espaço ser fechado, novamente. "O objetivo com a abertura foi acelerar o processo de uso do cartão integração pelos usuários dos ônibus, o que facilita para os motoristas (cobradores foram retirados dos ônibus na gestão passada) e agiliza o tempo do tráfego dos coletivos", observou.

O engenheiro disse que está sendo estudada a implantação de "pontões" na área central da cidade e nas regiões norte e sul. Tipo minis terminais e bolsões para três ou quatro ônibus, onde as linhas se cruzariam. "São questões que estão sendo estudadas, dependem de projetos viários e plano de mobilidade, mas este é o caminho a ser seguido", concluiu.

Esta foi a primeira reunião dos integrantes do SAF este ano e muitos novatos aproveitaram o encontro para conhecer os companheiros e o próprio Sistema. "Acho que estas reuniões deveriam acontecer a cada dois meses", disse Rogério, Os membros do SAF foram nomeados em Portaria publicada em agosto passado.

Na reunião passada, também foi definida a diretoria do SAF que ficou composta da seguinte forma: presidente, Valdeci Fogaça (Emdurb). Vice-presidente, Alexandre Costa Santiago (Viação Sorriso). O 1º secretário é Domingos Caramaschi Júnior (Prefeitura) e o 2º secretário Rogério Antônio Alves (Emdurb). A reunião contou ainda com representantes do Gaoc (Grupo de Apoio e Orientação ao Trânsito e à Cidadania), das Centrais Sindicais, dos Diretórios Acadêmicos filiados à UNE (União Nacional dos Estudantes) e do Comdim (Conselho Municipal do Idoso de Marília).


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