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  • Da redação

Sindicância contra servidora gera discussões na Câmara e vereadores propõem mudanças no Código de Ét


Coronel Marco Antonio, então secretário da Administração, o ex-prefeito Vinícius Camarinha e aliados na inauguração da Corregedoria, em novembro de 2014. O Código de Ética foi criado em 2013

Diversos vereadores fizeram coro na sessão camarária desta segunda-feira (20) em defesa de uma servidora do Daem, contra a qual foi aberta uma Sindicância sob a alegação de que a mesma fez comentários em rede social durante o horário de trabalho. Ela comentou no Facebook uma postagem feita pelo vereador José Luiz Queiroz (PSDB) sobre a proposta de transformação do Departamento em secretaria municipal.

"Comentários serenos e razoáveis", disse Queiroz, ao pedir a revogação da Portaria de abertura da Sindicância contra a servidora, publicada no Diário Oficial do Município. "Estão monitorando os comentários na rede social?!", questionou o vereador. Ele apontou a abertura da Sindicância como "bastante infeliz".

O vereador Luiz Nardi (PR) disse que a servidora alvo da Sindicância "é um pessoa idônea e dedicada". Nardi criticou a abertura de procedimentos como esses. As palavras de Nardi foram endossadas pelo vereador Mário Coraíni (PTB).

O assunto, que nem estava na pauta, ganhou proporção e a vereadora professora Daniela D'Ávila (PR) sugeriu mudanças no Código de Ética dos Servidores Públicos Municipais de Marília. "Deve ser pensado e repensado, pois vem prejudicando muitos servidores", disse a vereadora. Ela disse já ter sido chamada três vezes na Corregedoria. "Disseram que eu estava fazendo política na hora do trabalho", comentou Daniela, explicando motivos que descartaram as acusações. O vereador Cícero do Ceasa (PV) também elogiou a servidora alvo da Sindicância e criticou o Código de Ética dos Servidores.

Ao final das manifestações, o presidente da Câmara, Wilson Damasceno (PSDB) anunciou que na próxima sessão camarária convocará a formação de uma comissão de vereadores para analisar e propor mudanças no Código de Ética dos Servidores, criado em 2013, na gestão do ex-prefeito Vinícius Camarinha (PSB). Damasceno disse acreditar que o prefeito Daniel Alonso (PSDB) irá revogar a referida Portaria que originou a Sindicância e comparou o Código de Ética a instrumentos da ditadura, "que não deixou saudades".

A abertura de mais de quinhentas Sindicâncias, em cerca de dois anos, contra servidores municipais na gestão passada, acabou refletindo diretamente nos altos índices de rejeição do ex-prefeito Vinícius, especificamente junto aos servidores, que acabaram sendo decisivos, com seus familiares, na derrota eleitoral dele, em 2016.


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