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  • Da redação

MATÉRIA ATUALIZADA: médico acusado de tentativa de homicídio de paciente está livre. Graças ao STJ!!


O ministro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça (STF), em Brasília, concedeu habeas corpus e suspendeu o mandado de prisão contra o médico Luiz Antônio Bruniera, acusado de tentativa de homicídio contra um paciente em Garça. O crime teria como motivo o recebimento de herança, segundo investigações da Polícia Civil e a acusação do Ministério Público.

Com a concessão do habeas corpus, o médico monstro passará mais um Natal e Ano Novo festejando livre, leve e solto, como vem fazendo nos últimos 18 anos, desde que foi acusado pelo revoltante crime.

Na semana passada, o Tribunal de Justiça havia rejeitado o recurso e manteve a sentença que determinou a prisão de Bruniera, condenado em agosto deste ano pelo Tribunal do Juri a oito anos e três meses de prisão, em regime inicial fechado, por tentar matar paciente internado em sua clínica para ficar com a herança dele.

O decreto de prisão preventiva havia sido expedido pela Justiça. A 6ª Câmara de Direito Criminal do TJSP rejeitou o recurso do réu, mas corrigiu erro material nas penas fixadas, para reduzi-las para 5 anos e 3 meses de reclusão.

GULOSEIMAS E CHOCOLATES PARA O PACIENTE DIABÉTICO

Segundo denúncia oferecida à Justiça, o crime atribuído a Bruniera teria ocorrido em 1999, em uma clínica de repouso de sua propriedade. A vítima, um diabético internado pela segunda vez no local para tratamento de alcoolismo, alegou que foi convencida pelo médico a ceder a ele parte de sua herança. Com a morte do pai, o paciente teria herdado apartamento, lojas, prédios, terrenos e parte de um parque de diversões. Em 1997, ele já havia cedido 40% dos bens a irmã.

A vítima declarou que, após receber medicação, foi visitada por grupo de advogados e assinou documento autorizando a doação de 40% da herança à clínica de repouso.

O paciente disse que estava confuso e não leu os papéis antes de assinar. Ainda conforme a denúncia, após a "doação", a unidade teria deixado de aplicar nele insulina. Além disso, a clínica teria passado a oferecer ao homem guloseimas, bolos e chocolates.

Ele foi retirado do local em abril de 2000 e morreu em 2007, vítima de infarto. O réu recorreu ao TJ alegando cerceamento de defesa, ante o indeferimento da oitiva de convocar dois peritos para depoimentos. Também pediu a absolvição alegando que a decisão do júri foi manifestamente contrária a prova dos autos.(Com informações do site WebGarça)


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