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  • Por: Carlos Rodrigues

Mortalidade infantil cai 15% em Marília


O ano termina com uma redução histórica na mortalidade infantil em Marília. Dados da Secretaria Municipal da Saúde indicam que o número absoluto teve redução de 15%, na comparação com 2016.

O coeficiente é calculado com base no total de nascimentos e nos óbitos de crianças no primeiro ano de vida. Pela primeira vez desde que é acompanhada, a taxa ficou em 9,9 a cada mil nascidos vivos; no ano passado indicador fechou em 11,47.

Conforme o Núcleo de Informação, setor que acompanha as estatísticas da Saúde, a cidade de Marília somou 29 óbitos infantis em 2017, ante a 34 no ano anterior. A variação da série histórica dos seis anos anteriores indicam 41 em 2012, queda para 30 em 2013, aumento para 40 em 2014 e redução para 32 no ano seguinte.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) preconiza, como meta, taxas inferiores a 10 óbitos/mil nascidos vivos, índice mais comum apenas nos países desenvolvidos. O indicador alcançado por Marília em 2017 está acima da média histórica regional, do Estado e do País.

A secretária municipal da Saúde, Kátia Ferraz Santana, que é mestre em Saúde Coletiva pela Faculdade de Medicina da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) explica que a mortalidade infantil reflete as condições socioeconômicas de uma determinada população.

Realização de pré-natal, alimentação, condições sanitárias e de moradia, acesso a tratamentos preventivos, entre outros, estão relacionados. Em geral, avanços no desenvolvimento econômico e na Educação tendem a reduzir mortalidade infantil.

“Nosso desejo é que esse número fosse zero, o que seria estatisticamente improvável uma vez que existem causas inevitáveis. Mas sabemos, porém, que existem muitas causas evitáveis de mortalidade. Isso significa que os esforços precisam ser intensificados, para que a curva de redução não pare e vidas possam ser salvas”, destacou Kátia.

O médico ginecologista, ex-secretário municipal da Saúde e integrante do Comitê Regional de Controle da Mortalidade Infantil e Materna, Luiz Takano, reforça a preocupação da secretária de que é possível reduzir os indicadores. No caso dos bebês, a prematuridade e outras complicações relacionadas à condição de saúde da mãe estão entre as principais causas.

“A Atenção Básica (rede de unidades de saúde) tem um papel muito importante, por conta do pré-natal. De forma geral, vemos o fortalecimento dessa rede, mais informação entre os usuários e apesar de a nossa cidade ter experimentado uma expansão muito rápida, com novos bairros, há um esforço do Poder Público em ofertar serviços de saúde em todos os níveis de atenção”, destacou o médico ginecologista.


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