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  • Da redação

Justiça condena ladrões que roubaram e apavoraram mercado na Zona Leste. Carro usado na ação foi con


A juiza Josiane Patrícia Cabrini, da 1ª Vara Criminal do Fórum de Marília, condenou três elementos que no dia 8 de maio de 2017, por volta das 20h, aterrorizaram e roubaram um casal proprietário de um mercadinho localizado na Rua Jericó, na Zona Leste da cidade.

Bruno Cavalcante Peixoto, Francisco Ricchard Rodrigues e Diogo da Silva Tavares, em companhia do menor K.S.C, adentraram o local e mediante grave ameaça com revólver em punho e um simulacro (imitação) de pistola, roubaram R$ 889 em dinheiro e dois celulares (um deles na entrada do estabelecimento) avaliados em quase R$ 1 mil. Conforme a denúncias nos autos, os acusados chegaram ao "Mercado Jericó" em um automóvel Golf GTI, prata.

Então, desembarcaram Francisco e Diogo e o menor K. (enteado de Francisco) com o rosto descoberto. Bruno ficou na esquina, ao volante do veículo, aguardando os corréus.

No mercado, os agentes anunciaram um assalto; o adolescente K. portava um revólver calibre 32 prateado, e seu padrasto Francisco um simulacro de pistola. De J. P.B, proprietário do estabelecimento, levaram o valor de R$ 800,00; da vítima E. D. B., cliente que estava na fila da caixa, subtraíram o valor de R$ 80,00 e um celular de marca Samsung.

Quando saíam do estabelecimento comercial, perceberam a presença de R. B. V. abordaram-na com a arma de fogo, subtraindo-lhe o celular de marca LG K10.

O trabalho de investigação estava em curso quando a Polícia Militar descobriu que o veículo Golf prateado, encontrava-se no Bairro Santa Antonieta. Durante uma abordagem, Bruno relatou que realizou um "transporte" em favor de Francisco, a fim de "quitar" uma dívida. Disse que pensou que os acusados iam "fazer compras" e não viu armas nem capuzes no carro.

O enteado de Francisco, o menor K., descreveu o estratagema com riqueza de detalhes, de modo a permitir a localização dos demais envolvidos. Na Delegacia de Polícia, K. declarou que Francisco, seu padrasto, pediu que praticasse um roubo junto com ele.

Conversou com Bruno e Diogo. Na data dos fatos, foram até o Mercado Jericó; K. recebeu um revólver calibre 32 de seu padrasto, entrando no local com o rosto à mostra.

Francisco usava somente uma touca e tinha em mãos um simulacro. Diogo estava com capuz e sem arma. Bruno ficou no carro. No estabelecimento, Diogo e Francisco subtraíram dinheiro e celulares.

K. jogou a arma de fogo na beira da Rodovia. Francisco dispensou um simulacro perto da Fatec. Na mesma ocasião, o seu padrasto roubou o celular de uma moça na calçada, para não acionar a polícia. Francisco deu esse aparelho para um familiar de K.

A vítima J. P. B., ouvido em Juízo, disse "que é proprietário do estabelecimento e disse que "judiaram" da esposa. São casados há quarenta anos e ela estava no "mercadinho" e ele no bar. Queriam o celular e R$ 12,00 em moedas".

A esposa está traumatizada e tomando remédios. Ficou com um revólver nas costas e ela com uma arma no ouvido. Entraram em três e dois deles armados. Confirmou o reconhecimento de um deles e do carro. A câmera do estabelecimento flagrou o automóvel passando seis vezes próximo ao local.

Um deles estava sem capuz e foi possível reconhecê-lo. O carro também, sem sombra de dúvidas, um Golf prata, de teto solar. O sistema de câmeras gravou tudo. Levaram cerca de R$ 600,00.

O que "judiou" era alto, estava com revólver. Na Delegacia, ofereceu versão semelhante, salientando que um dos agentes armados e com o rosto descoberto, aparentava ser bem jovem, baixo, magro, moreno claro. A vítima E. D. B., durante a audiência, confirmou que estava na fila para ser atendido. De repente, entraram os agentes armados. Colocaram uma arma na sua cabeça e subtraíram o celular. Estavam com capuz.

O que lhe abordou era de estatura alta. Ainda levaram o que tinha na carteira. Também viu a filmagem, um Golf prata passando mais de uma vez. Na fase inquisitiva, confirmou que viu a entrada de três pessoas, sendo duas armadas. O que estava com rosto descoberto era bem jovem, moreno claro, baixo e magro. Subtraíram-lhe cerca de noventa reais e um aparelho celular. Teve acesso às câmeras e viu o veículo VW Golf.

A vítima R., em Juízo, relatou que saiu de casa para buscar uma lata de óleo no "mercadinho". Quando virou a esquina, viu um rapaz segurando uma arma e achou que fosse um assalto. Tirou o celular do bolso e pensou em ligar. Voltando, tinha um carro parado e tinha um rapaz dentro. Quando retornavam, eles tinham entrado nesse automóvel; vieram em sua direção, pararam e vieram com uma arma apontada.

Falaram "passa o radinho". A vítima entregou o celular. Era um carro prata. Ficou traumatizada. Foi até o "mercadinho" conversar com os outros ofendidos.

Esse rapaz que veio abordar estava com uma parte da blusa na cabeça, permitindo olhar o seu rosto. Aparentava ser maior de idade. Não estava dirigindo, quem estava no volante era outro. Quem veio abordar era o responsável por ficar na frente do "mercadinho". O rapaz da direção que disse "essa moça tem um celular". Reconheceu o roubador por foto. Tinha um motorista e outros três roubando o "mercadinho". Eles saíram do estabelecimento e pararam; um saiu para abordar.

O policial militar G. testemunha ouvida em Juízo, declarou que soube do roubo do Mercado Jericó e policiais da Rocam irradiaram a informação de um Golf prata, com teto solar, foi utilizado no crime. Alguns dias depois, localizaram tal veículo no Santa Antonieta, na posse do acusado Bruno.

Ele disse à guarnição que, em determinado dia foi procurado por Francisco, que lhe pediu um "transporte" a troco de uma dívida, pois devia R$ 1.000. Junto estavam K. e mais o Diogo. Foram até o "mercadinho" e os outros voltaram correndo, dizendo que era um roubo.

O adolescente confirmou todos os fatos. O padrasto estava na "saidinha". Na sentença, a juiza citou que "Há prova cabal e suficiente do acordo prévio e unidade de desígnios entre os roubadores e o adolescente K., razão pela qual os três corréus devem ser condenados nos termos da denúncia". Os crimes foram de roubo qualificado e corrupção de menor.

Digo da Silva Tavares foi condenado a 7 anos, dois meses e vinte dias de reclusão. Já Francisco Ricchard Rodrigues foi condenado a 9 anos, 9 meses e 28 dias de reclusão e Bruno Cavalcante Peixoto pegou 7 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão. O menor foi encaminhado à unidade específica.

A magistrada negou aos réus o direito de recorrerem em liberdade e determinou a perda do Golf GTI, utilizado no roubo, em favor da União.


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