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  • Da redação

Assassino da professora Elisabete diz que foi agredido por ela. "Foi por impulso", afirmou


"Uma fatalidade!". Assim o mototaxista Jefferson Carlos da Silva, de 28 anos, classificou o brutal assassinato da professora Elisabete Aparecida Ribeiro, de 37 anos. Ele matou a vítima com cerca de dez facadas, no dia 10 de janeiro, em um condomínio na Zona Norte de Marília.

Ele disse que no dia dos fatos discutiu com a professora por causa de dinheiro. "Gastamos dinheiro numa viagem do reveillon, gastamos uma boa grana...e o dinheiro da Prefeitura não caiu na conta dela. Ela ficou de pagar as contas dela...eu pedi para ela se acalmar que logo ia cair na conta dela, mas ela descontou em nim a viagem...tudo aconteceu, tentei acalmar ela, segurar ela, ela estava muito explosiva, ela desferiu dois golpes contra a minha cara, arranhão no pescoço e foi aonde o fato ocorreu".

Ele afirmou que "foi por impulso", mas que "já começou errado quando começamos a namorar, porque eu era casado". Jefferson disse que não planejou a fuga após o crime. "Fui para uma cidadezinha, Catanduva". Ele foi preso em Praia Grande, no litoral paulista, nesta quinta-feira (1°).

"Eu estava cego e desesperado, nem sabia o que estava fazendo", disse ele, ao comentar a fuga após o brutal homicídio. Ele disse que está "muito arrependido. Acabei com a minha vida, sou novo ainda, 28 anos, estava estudando". As declarações dele foram com extrema serenidade.

VENDENDO AÇAÍ E ESPETINHO

O delegado Sebastião de Castro disse que os policiais de Marília receberam apoio de policiais de Paria Grande e passaram a percorrer a praia (de 12 quilômetros) onde estaria o assassino. "Percorremos a praia e demos de cara com ele empurrando um carrinho de mão, como vendedor. Ele, ao pereceber a aproximação de policiais, tentou reagir e fugir, mas foi contido e algemado".

Castro disse que o rapaz estava morando em uma pousada naquela cidade. A dona da pousada disse que até a semana passada Jefferson estava com apliques no cabelo e usava boné constantemente. O delegado afirmou que ele pretendia fugir para o Rio de Janeiro, onde ficaria como morador de rua. "Mas ele adiou a viagem por conta da situação no Rio", explicou.

O CRIME

Um bárbaro crime chocou a população de Marília na manhã do dia 10 de janeiro deste ano, Naquela quarta-feira, o mototaxista Jefferson Carlos da Silva, de 28 anos, assassinou a professora Elizabete Aparecida Ribeiro, de 37 anos, com diversas facadas no pescoço.

O assassino tem um irmão gêmeo (que mora atualmente no Estado de Santa Catarina). O que diferencia os dois, é que ele (Jefferson) tem uma tatuagem com listas verticais pretas e grandes na parte superior do braço esquerdo. Ele já tinha passagem pela polícia por denúncia de violência doméstica.

O CASO

Elizabete foi morta a facadas desferidas por Jefferson, seu namorado, no apartamento onde morava sozinha, no Residencial Palmital, na Zona Norte de Marília.

O assassino fugiu do local em uma motocicleta, O rapaz foi até a casa de familiares, na Vila Altaneira, onde chegou sujo de sangue e dizendo que "tinha feito uma besteira sem volta" revelou o crime à mãe a à uma irmã e falou ainda que "jamais iriam vê-lo de volta".

A irmã dele foi até o apartamento de Elizabeth e em companhia da síndica do condomínio, chamaram pela professora, que não respondia. Apenas o cachorro latia no apartamento. A polícia foi acionada, arrombou a porta e encontrou a vítima já sem vida, com diversos golpes de faca no pescoço.

Elizabete dava aulas na Emef Américo Capelozza. Também lecionou na Emef Edmea Sola. O corpo da professora foi transladado para Lins, onde moram seus familiares.


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