Buscar
  • Da redação

Deputado pastor Marcos Feliciano passou "em silêncio" por Marília, hoje. Em 2014, ele enfr


Deputado pastor Marcos Feliciano na Assembleia de Deus, hoje, em Marília

O deputado federal pastor Marcos Feliciano (PSC), esteve em Marília nesta sexta-feira (23) e participou da 22ª Escola Bíblica para Obreiros 2018, na sede da Igreja Assembleia de Deus, na Avenida Sampaio Vidal.

A passagem dele pela cidade foi "silenciosa", bem diferente de quando ele esteve aqui, em julho de 2014, pregando na mesma igreja, que funcionava ma Rua 9 de Julho.

Naquela oportunidade, Feliciano fazia campanha em defesa da chamada "cura gay" e articulava na Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara Federal a realização de uma audiência pública para ouvir os “ex-gays”.

O deputado pastor participou, em 2014, de um culto especial à noite, na referida igreja e o quarteirão da Rua 9 de Julho, entre as ruas São Luiz e XV de Novembro, foi interditado, com cadeiras e telões colocados no espaço. No mesmo ano, ele foi reeleito deputado federal com 398.087 votos.

Protestos de segmentos do LGBT, em 2014, em Marília (Fotos: Érica Montilha)

Cerca de 30 representantes e simpatizantes da comunidade GLBT protestaram contra a presença de Feliciano, mas não tiveram acesso ao ato religioso e foram barrados por cordões de policiais militares.

Entretanto, duas moças furaram o bloqueio e, se passando por integrantes da igreja, tiveram acesso ao templo onde Feliciano pregava. Em determinado momento, quando ele pregava, ela começaram a gritar, chamando-o de "racista" e outros adjetivos.Elas também teriam se beijado.

As intrusas foram retiradas do local por integrantes da igreja e entregues a policiais militares, que as conduziram ao Plantão Policial, onde representantes da igreja registraram queixa por injúria.

Ao pedir, nos microfones, que as moças fossem presas, o deputado pastor foi aplaudido. O delegado plantonista, Eduardo Tucunduva, enquadrou as jovens no artigo 140, injúria, e as liberou, em seguida.

Feliciano recebeu, naquela oportunidade, o título de "Visitante Ilustre", concedido pela Câmara Municipal.

"CURA GAY"

Em sua página de Facebook, Feliciano postava vários vídeos com depoimentos de pessoas que “deixaram a homossexualidade”, segundo ele, após a conversão religiosa. Com os vídeos, o deputado quer chamar a atenção para o que ele chama de “duplo preconceito” vivido por pessoas que deixaram de ser gays.

Ainda em 2014, Feliciano ingressou com requerimento na comissão para ouvir os “ex-homossexuais”. O requerimento foi aprovado cinco dias depois, mas a audiência pública ainda não foi marcada. Entre os convidados estão tanto “ex-gays” quanto a psicóloga Marisa Lobo, que teve seu registro cassado por incentivar a “conversão” de homossexuais.

Ela foi acusada de violação da ética profissional por promover a chamada “psicologia cristã”, baseada em terapias de conversão de orientação sexual.

Feliciano afirma, no requerimento de realização da audiência pública, que há muita “desconfiança e discriminação generalizadas contra os ex-LGBTs”. “Seus antigos pares homossexuais dizem que eles estavam fingindo. Os heterossexuais dizem, agora, que eles estão dissimulando. Assim, tanto os homossexuais quanto os heterossexuais consideram a população ex-LGBTs como mentirosos, dissimulados e até mesmo doentes mentais”, afirma Feliciano no documento.

“Do ponto de vista da saúde mental, essa situação de ‘Não Ser’ contribui para comportamentos antissociais, até mesmo comportamentos suicidas. Nesse contexto, urge que o Estado promova a imediata inclusão da população ex-LGBTs no arcabouço jurídico pátrio”, defende Feliciano.

Esta não é a primeira vez que o deputado e integrantes da bancada evangélica se envolvem com esse tipo de polêmica. Em 2013, quando estava na presidência da CDHM, Feliciano articulou em favor da aprovação do PDC 234/2011, que autorizava a “cura gay”. Depois de muita polêmica, o projeto do deputado João Campos (PSDB-GO) foi arquivado ao chegar ao plenário da Câmara, por iniciativa do próprio parlamentar goiano.

Em abril 2014, o deputado Pastor Eurico (PSB-PE) chegou a reapresentar um projeto com teor semelhante na CDHM. Dois meses depois, por solicitação do próprio partido, o parlamentar também pediu o arquivamento da proposta.


6 visualizações
  • Facebook - White Circle
  • Tumblr - White Circle
  • Twitter - White Circle
Anuncie aqui!!!
14 99797-5612

© 2017 por "JP. Povo