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Professora se revolta com questionamentos do SAMU querendo saber "se a vítima era morador de ru

  • Foto do escritor:  J. POVO- MARÍLIA
    J. POVO- MARÍLIA
  • 6 de abr. de 2018
  • 2 min de leitura

A professora Joana da Silva, entrou em contato com o JP nesta sexta-feira (6) e relatou sua indignação com o SAMU em Marília. Ela disse que por volta das 22h40 da quinta-feira (5), presenciou um rapaz agredindo um homem com chutes na cabeça, na Rua Inconfidência, entre as Avenidas Pedro de Toledo e Nelson Spielmann.

Estava acompanha de seu namorado. Primeiro, foi ele que ligou no SAMU e comunicou o fato. "Aí, ficaram perguntando para ele o nome do home agredido e se ele era morador de rua", disse a professora. Ela afirmou que outras pessoas também ligaram e as perguntas do atendente do SAMU se repetiam, com ênfase "se era morador de rua?".

Joana disse que, já indignada com o fato, ligou novamente para o SAMU, já por volta das 23h20. "O atendente continuou perguntando o nome da vítima e se era morador de rua. Eu disse que o homem estava muito ferido, ensanguentado e não conseguia falar nada, nem o nome dele", relatou.

A professora disse que "depois de muito tempo com perguntas", o atendente do SAMU disse que iria solicitar ao Resgate do Corpo de Bombeiros que atendesse o chamado.

"O que me deixou mais indignada e revoltada, foi o atendente insistir em saber se a vítima era morador de rua. O homem estava praticamente inconsciente, levou chutes na cabeça e precisava de ajuda. Era um ser humano que estava ali, não interessava se era morador de rua ou não, como insistia em perguntar o SAMU", disse Joana. Ela ressaltou que as únicas palavras proferidas pela vítima foram "!mochila, mochila", dando a entender que poderia ter sido vitima de um roubo.

O serviço de comunicação social do Corpo de Bombeiros confirmou ao JP que uma equipe do Resgate atendeu a referida ocorrência, por volta das 23h30, após solicitação do SAMU.

O JP tentou contato com a coordenação do SAMU na tarde desta sexta-feira. Várias ligações foram transferidas pelo atendente (telefone fixo) para o ramal das duas coordenadoras do Serviço, mas as transferências para ramal sempre chamaram até cair as ligações.

A vítima foi encaminhada pelo Resgate ao Hospital das Clínicas de Marília.


 
 
 

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