Buscar
  • Da redação

Detento flagrado com porções de maconha na cela pega mais seis anos e nove meses de cana, por tráfic


O detento Diego Henrique Gomes, que cumpre pena na Penitenciária de Marília, foi condenado a mais seis anos e nove meses de reclusão, por tráfico de drogas dentro da unidade. A sentença foi proferida pelo juiz Décio Divanir Mazeto, da 3ª Vara Criminal do Fórum de Marília.

Conforme citam os autos, no dia 05 de julho de 2015, por volta das 17 horas, na Penitenciária de Marília, localizada na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros, KM 465, o acusado trazia consigo, para consumo alheio, 37 porções contendo maconha, com peso líquido total de 46,700 gramas, sem autorização e em desacordo com determinação legal e regulamentar.

Consta da denúncia que o acusado cumpria pena na cela de número 80 da Penitenciária local, sendo que, na data no fato, agentes de segurança realizavam revista de rotina, quando o indiciado dispensou 37 porções de maconha pela janela da cela. Todavia, referido entorpecente foi imediatamente recolhido por agente de segurança, que se encontrava de prontidão no local. Notificado, o acusado apresentou resposta à acusação.

O acusado, na repartição policial, não negou estivesse com algumas porções de maconha em seu poder quando os agentes entraram na cela. Entretanto, negou o exercício do tráfico, alegando que a grande maioria dos ocupantes do xadrez tinham drogas com eles e as atiravam ao chão na iminência da vistoria.

Em Juízo, alegou que não tinha nenhuma droga consigo e que, quando os agentes entraram na cela, correu para o banheiro porque estava jogando cartas na ocasião e a utilização de baralho é proibida. Pretendeu apenas desfazer-se das cartas do baralho. Entretanto, por ter corrido em direção ao banheiro, foi injustamente acusado de ter consigo as trinta e sete porções de maconha no interior de uma meia.

Um agente explicou que permanecia do lado de fora do xadrez durante a blitz que ali se realizava e viu que alguém atirou uma meia, em cujo interior estavam as porções de maconha.

Não identificou, porém, quem as teria atirado. Entretanto, outro agente penitenciário, que participou da vistoria, explicou que, ao entrar no xadrez, viu o acusado atirando para fora, pela janela, um objeto que, depois de recolhido, constatou-se tratar-se de uma meia contendo trinta e sete porções de maconha.

Disse também que, instado a respeito, o acusado admitiu que a droga lhe pertencia. Explicou, ainda, que não havia nenhum baralho no interior do xadrez.


1 visualização0 comentário