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  • Da redação

IMPASSE E AMEAÇA DE GREVE: Após reunião em São Paulo, diretoria do HC/Famema aguarda solução "o


Vinícius Camarinha, Paloma Nunes, Valdeir Queiroz e o diretor-administrativo do HC, Luis Carlos, ontem, em São Paulo

O diretor-geral da Famema (Faculdade de Medicina e Enfermagem de Marília), Valdeir Fagundes de Queiroz e a a superintendente do Hospital das Clínicas/FAMEMA, Paloma Aparecida Libanio Nunes, participaram de uma reunião ontem (24), na Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão, em São Paulo, onde discutiram a questão sobre o tíquete alimentação e reajuste de 3,5% definidos em decreto pelo ex-governador, Geraldo Alckmin, ao funcionalismo estadual e, automaticamente, aplicados aos funcionários da FUMES “optantes”, com recursos da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação.

O impasse ocorre porque grande parte dos cerca de 2.300 funcionários do Hospital das Clínicas/Complexo Famema , está revoltada por não ter recebido os 3,5% de reajuste salarial, retroativo a fevereiro. Cerca de 70% dos funcionários do Complexo também não receberam Vale Alimentação de R$ 12,00 por dia trabalhado. Ficaram com R$ 8,64 referentes ao benefício. Os funcionários chamados não-optantes, ainda estão funcionalmente vinculado ao Complexo Famema, que recebe os repasses do SUS e faz os pagamentos desses funcionários em uma folha específica.

No encontro de ontem, segundo nota da Assessoria de Imprensa da Famema, enviada ao JP, foi discutida a possibilidade de isonomia do tíquete alimentação e reajuste salarial também para os funcionário FUMES não optantes e FAMAR.

Participaram da reunião, também, Vinícius Camarinha e o secretário estadual de Planejamento e Gestão, Maurício Juvenal. Uma equipe técnica da referida Secretaria passou a desenvolver os estudos sobre a isonomia salarial na Famema e dará um posicionamento sobre o assunto "o mais rápido possível". Foram apresentados o abaixo-assinado dos funcionários pela isonomia de reajuste e tíquete e estudo sobre o impacto dos reajustes (tíquete e salário) na folha de pagamento. A solicitação da Famema é pelo pagamento da diferença do tíquete alimentação e do reajuste de 3,5% aos demais funcionários de forma retroativa. A FUMES possui 639 funcionários optantes, 523 funcionários não optantes e a FAMAR possui 1.159 funcionários.

APOIO DO DEPUTADO CAMARINHA

Camarinha visitando as novas alas do Hospital das Clínicas de Marília

O deputado estadual Abelardo Camarinha (PSB), também está intervindo junto ao governador Márcio França (PSB), para reforçar o pedido de isonomia aos funcionários do Complexo Famema. "Já conseguimos mais de R$ 70 milhões paras obras de reforma completas do Hospital das Clínicas, como novos leitos, novas UTIs, novo Pronto Atendimento e equipamentos de última geração. As obras foram inauguradas no ano passado e, paralelamente a isso, seguimos trabalhando para que a maior parte dos funcionários do Hospital das Clínicas e do Complexo, os não-optantes, receba melhorias salariais e benefícios justos, o que está na dependência de adequações administrativas junto ao Governo do Estado. Estamos empenhados nesta causa e acreditamos numa breve solução para que o Hospital das Clínicas continue atendendo da melhor maneira possível, Marília e mais 62 municípios da região, com uma população estimada em cerca de 1,2 milhão de habitantes.

MOBILIZAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS E POSSIBILIDADE DE GREVE

O presidente do Sinsaúde em Marília, Aristeu Carriel, disse em entrevista à Rádio Jovem Pan, que há necessidade de mobilização dos funcionários do Complexo Famema. "Depende de luta e da força dos funcionários. Porque na negociação, não sai nada. É sempre a mesma conversa da diretoria da Famema, que não é da governabilidade deles, que depende do governador. Daí vai lá, o governador fala que no orçamento que eles fizeram já foi repassado e os trabalhadores ficam no meio desse fogo cruzado, sendo enganados".

Carriel disse que "o Complexo Famema é um caso à parte" e todos os anos tem greve. "Eles nunca tem proposta, sempre é zero! Até o final de maio vamos estar negociando".

Já o presidente da Associação dos Funcionários do Complexo Famema, Lourival Sabino, disse que já foi feito o abaixo-assinado. "Começamos com o abaixo-assinado e vamos avançar, porque estamos há quatro anos em estado de greve".

Na semana passada, o diretor da Associação, Márcio Freitas, disse ao JP que

acredita no bom senso e empenho do Governo para atender os funcionários que estão sendo prejudicados. Caso contrário, a tendência é que uma greve seja deflagrada no Complexo Famema, o que seria um caos. Vamos tentar evitar isso", disse Freitas.


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