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  • Fonte: G 1

Defensores públicos que estavam reféns são liberados por presos rebelados na Penitenciária de Lucéli


O defensor público Fernando Móris, que atua em Marília, estava refém na rebelião em Lucélia

O último defensor público que ainda era mantido como refém dos presos em rebelião na Penitenciária de Lucélia foi liberado por volta das 12h desta sexta-feira (27).

Os outros dois defensores públicos que haviam sido feitos reféns dos presos amotinados tinham sido liberados às 10h e às 11h20.

Entre os reféns, estava o defensor público Fernando Moris, que há dez anos atua na Defensoria Pública em Marília, a qual funciona na Avenida Sampaio Vidal. O órgão esteve fechado hoje pela manhã..

A matéria foi divulgada com exclusividade pelo JP. Atendendo solicitação da Defensoria Pública Geral, em São Paulo, o Jornal mantinha o sigilo sobre o nome do defensor público de Marília que estava refém.

O CASO

Os defensores públicos tomados como reféns foram Thiago de Luna Cury, Leonardo Biagioni e Fernando Moris.

As negociações no local prosseguem para dar fim ao motim que teve início na tarde da quinta-feira (26).

Os presos atearam fogo na unidade prisional e fizeram reféns três defensores públicos que estavam em uma visita de rotina ao local.

De acordo com as informações da Secretaria da Administração Penitenciária, a Penitenciária de Lucélia possui capacidade para abrigar 1.440 presos, mas atualmente conta com uma população carcerária de 1.820 homens.

A unidade também dispõe de uma ala de progressão penitenciária, que tem capacidade para 110 presos e abriga atualmente 126.

Equipes da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e do Grupo de Intervenção Rápida (GIR), uma espécie de "tropa de elite" que atua em situações críticas no sistema prisional paulista, estão no local.

Familiares de presos informaram que os rebelados reivindicam melhores condições para o cumprimento de suas penas na unidade.

O Ministério dos Direitos Humanos informou que está monitorando a rebelião, mantendo contato permanente com os órgãos estaduais envolvidos desde a tarde da quinta-feira (26). O ministro Gustavo Rocha mobilizou a Secretaria Nacional de Cidadania e a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos para atuar no caso.

Os canais de denúncias de violações de direitos humanos da Ouvidoria Nacional já registraram 20 denúncias sobre a rebelião nas últimas 24 horas. A Ouvidoria está repassando as informações das denúncias para dar suporte às autoridades locais.


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