Buscar
  • Da redação

CPI da Carne Estragada vai iniciar fase de oitivas, nesta quinta-feira. Definição de culpados deve f


A CPI da Carne Estragada, que apura a perda de 7 toneladas de carnes destinadas à Merenda Escolar em Marília, retorna aos trabalhos na tarde da próxima quinta-feira (10). A partir das 15h, na Câmara Municipal, serão ouvidas pessoas ligadas à Vigilância Sanitária. "Nesta fase de oitivas, deveremos ouvir pessoas de diversos setores, como da Vigilância Sanitária, o pessoal da Cozinha Piloto e outras", disse o presidente da CPI, vereador Luiz Nardi (PR). Também compõem a Comissão os vereadores Danilo da Saúde (PR) e Roberto Maurício (PP).

"Estamos trabalhando para identificar o contrato através do qual foram comprados pela Prefeitura os sete mil quilos de carnes que estragaram, qual o valor pago e também estabelecer o que ocorreu em todo esse triste episódio. A rigor, queremos chegar aos responsáveis pelo dano ao erário", explicou Nardi.

Ele lembrou da vistoria dos integrantes à Cozinha Piloto, no mês passado, onde constataram que as carnes chegavam em pedaços e depois uma parte era moida e armazenada na câmara fria. Em seguida, a carne moída era colocada em sacos plásticos e encaminhada às escolas.

"Ocorreu que, em meados de novembro do ano passado, chegou à Cozinha Piloto uma quantidade muito grande de carnes e como estava próximo ao recesso das escolas, o produto acabou ficando armazenado na câmara fria. Em circunstâncias que estamos apurando, esses sete mil quilos de carnes acabou estragando, Poderiam, eventualmente, ter sido doados à entidades assistenciais", disse Nardi.

Ele adiantou que técnicos da Vigilância Sanitária já constataram, em laudos, que parte da carne moída estragou e gerou sangue, que escorreu pela câmara fria (que tem capacidade para 10 toneladas de alimentos) e contaminou o restante das carnes.

"A manipulação das carnes é passível de erro, mas nesse caso houve evidente falha de planejamento e um grande dano ao erário e precisamos apurar de quem foi esta responsabilidade, mesmo que tenha sido de forma culposa, ou seja, sem intenção", afirmou o presidente da CPI da Carne Estragada.

Ele disse que as sete toneladas de carnes que estragaram foram recolhidas na Cozinha Piloto sem custos pela empresa Bovimex (que transforma esses produtos em farelo e ração para gado). Recebemos uma nota de transferência sobre esse descarte.

Sobre o relatório final da CPI, Nardi disse que há possibilidade da Comissão não apontar nomes de eventuais responsáveis pelos fatos que geraram danos aos cofres públicos.

"Como há um inquérito em andamento no Ministério Público, sobre este caso, é possível encaminharmos o relatório final da CPI ao MP, para que o órgão, notoriamente com maior competência nesse campo de atuação, possa definir as responsabilidades e eventuais medidas nesse sentido".

A CPI da Carne Estragada foi instalada no dia 20 de fevereiro deste ano, com prazo de 4 meses (prorrogáveis por mais 60 dias) para a sua conclusão.


6 visualizações0 comentário