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  • Da redação

Eleições do Sindimmar. Urnas "somem" e vira caso de polícia


Virou caso de polícia as eleições para diretoria do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Marília (Sindimmar). A Polícia Militar foi acionada na tarde desta terça-feira na garagem municipal por integrantes de chapa de oposição que alegam "sumiço" de urnas,

Segundo o Boletim de Ocorrência, cinco homens adentraram a garagem municipal dizendo que iam votar. Pegaram a urna, colocaram em um Voyage, preto, com placas de Americana e foram embora. O mesmo ocorreu no Daem da Avenida Santo Antonio. O veículo seroa da Federação dos Sindicatos. Caso em andamento.

O ROLO

As eleições para escolha da diretoria do Sindimmar estão suspensas. A decisão foi manifestada pela entidade através da publicação de edital nesta terça-feira (15) quando se iniciaria o processo.

O imbróglio começou quando três das cinco chapas concorrentes ao pleito ingressaram na Justiça com pedido de destituição de parte da comissão formada pelo Sindicato para gerir o processo eleitoral. A comissão é formada por dez membros, sendo um representante de cada chapa e outros cinco de outros sindicatos.

"Montamos a comissão eleitoral de acordo com o estatuto do Sindicato. Não há nada ilegal. Tanto, que os representantes da cinco chapas e os outros cinco representantes neutros participaram das duas primeiras reuniões, que analisaram as documentações das chapas, normalmente", disse ao JP o presidente do Sindimmar, Mauro Cirino.

Ele afirmou que a entidade discorda de uma decisão da Justiça em Marília, que, atendendo a pedido das chapas dissidentes, determinou a dissolução da comissão eleitoral a partir do registro das chapas concorrentes ao pleito.

"Não existe no estatuto do Sindicato a figura dessa comissão "prévia", como criada na decisão judicial. A comissão formada deve gerir o processo do começo ao fim do pleito. Até porque, não seria racional os representantes de cada chapa analisarem as documentações deles próprios, bem como outras decisões durante o processo eleitoral. A comissão formada foi legítima, como em eleições passadas e de acordo com o estatuto do Sindicato", explicou Cirino.

PUBLICAÇÃO DE EDITAL SUSPENDE COLETA DE VOTOS

Após a decisão da Justiça em Marília, o departamento jurídico do Sindimmar recorreu ao Tribunal de Justiça. O recurso foi protocolado na sexta-feira (11) e é possível que ainda hoje (15) a 7ª Câmara Cível do TJ emita uma decisão, sobre manter a comissão eleitoral ou definir uma nova data para as eleições. "Vamos aguardar até a decisão do mérito", disse o presidente do Sindicato.

Diante do imbróglio jurídico, o Sindimmar publicou o edital hoje (15) comunicando aos associados a suspensão da coleta de votos por motivo de insegurança jurídica, até a decisão do mérito.

Apesar disso, integrantes de chapas dissidentes do processo eleitoral colocaram urnas em algumas repartições públicas municipais para coleta de votos.


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