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  • Da redação

Justiça condena trio que matou idoso em roubo a ferro velho a 20 anos de cadeia. Crime foi na Zona S


Idoso foi morto com paulada e tiro no ferro velho, na Zona Sul (Fotos: reprodução TV TEM e redes sociais)

Um trio que invadiu um ferro velho localizado na Avenida Jóquei Clube, na Zona Sul de Marília, no dia 3 de março do ano passado, roubou R$ 5.600 e matou com um tiro o dono do estabelecimento, José de Jesus Sabino, de 69 anos, conhecido como Mineiro, foi condenado pelo juiz da 3ª Vara Criminal de Marília, Décio Divanir Mazeto.

Eduardo Júnior Dias Nunes Lacerda, vulgo Gordinho, Glauco Fernando Bicaleto Gonçalves, vulgo Geleia e Gilson Lino da Silva, vulgo Índio, participaram da ação e foram presos após investigações da DIG (Delegacia de Investigações Gerais).

No dia do crime, Um dos elementos, Gordinho, levou a dupla ao ferro velho e aguardou os mesmos parado com o carro em uma rua próxima do local. Geleia comercializava materiais recicláveis e tinha acesso ao ferro velho, sabendo que o idoso guardava dinheiro no local.

Quando a dupla anunciou o roubo, Mineiro reagiu e acabou sendo atingido com uma paulada e com um tiro no peito. Teve morte instantânea. Um quatro elemento que participou da ação criminosa não foi identificado.

Glaudo Geleia e Eduado Gordinho foram condenados a 20 anos de cadeia em regime inicial fechado. Gilson Índio foi condenado a 23 anos de reclusão. Os três estão presos.

O CASO

Consta na denúncia que os três elementos, em concurso com outro indivíduo ainda não identificado, previamente ajustados e com unidade de propósitos, subtraíram, para si, mediante violência e grave ameaça exercida com emprego de arma de fogo, a quantia aproximada de R$ 5.600,00 (cinco mil e seiscentos reais), pertencente à vítima José de Jesus Sabino, contra ela efetuando um disparo de arma de fogo, causando-lhe o ferimento descrito no laudo de exame necroscópico, que foi a causa eficiente de sua morte.

Narra a denúncia que o acusado Glauco é vendedor de sucatas e por esse motivo frequentava o estabelecimento comercial pertencente à vítima, tendo conhecimento, então, que José tinha por costume portar grande quantidade de dinheiro. Sabendo desta circunstância, planejou a prática do roubo, tendo contatado para referida empreitada criminosa os demais acusados, os quais prontamente aderiram à ação delituosa.

Assim, no dia dos fatos, por volta das 07 horas, conforme previamente planejado por Glauco e ajustado entre todos, Eduardo, utilizando seu veículo GM/Omega, foi até o Conjunto Habitacional Paulo Lúcio Nogueira e pegou Gilson, vulgo “Índio”, e o outro indivíduo ainda não identificado, levando-os até as proximidades do Ferro Velho pertencente à vítima.

Enquanto Eduardo permaneceu no veículo parado em uma rua próxima para dar fuga aos demais acusados após a prática do delito, Gilson e seu comparsa não identificado entraram no estabelecimento comercial da vítima e, mediante grave ameaça exercida com emprego de arma de fogo portada por Gilson, anunciaram o assalto e renderam a vítima.

Como José tentou reagir ao roubo, Gilson realizou um disparo de arma de fogo em sua direção, tendo o projétil atingido a região mamária esquerda da vítima, causando a sua morte ainda no local. Antes de deixarem o local, Gilson e o outro autor não identificado subtraíram, do bolso da camisa da vítima, a quantia aproximada de R$ 5.600,00 (cinco mil e seiscentos reais).

Em seguida, fugiram correndo até o veículo de Eduardo, deixando as imediações do local dos fatos. Ainda, segundo a denúncia, os acusados partilharam os valores roubados, tendo Eduardo recebido a quantia de R$ 2.000,00 (dois mil reais).

O acusado Eduardo é confesso e confirmou a participação dos demais na empreitada criminosa, relatando que Glauco foi o responsável por passar as informações e planejar o delito, ao passo que Gilson foi quem efetuou o disparo de arma de fogo, que causou a morte da vítima.


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