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  • Da redação

Jefferson, que matou a professora Elizabete, tem primeira audiência no Fórum, hoje. "Ele agiu s


Jefferson na CPJ em Marília, após ser preso e a professora Elisabete: crime brutal


Será realizada as 16h desta quarta-feira (4), no Fórum de Marília, a primeira audiência com o mototaxista Jefferson Carlos da Silva, de 28 anos, que no dia 10 de janeiro deste ano assassinou brutalmente a facadas sua namorada, a professora Elisabete Aparecida Ribeiro, de 37 anos, no apartamento onde ela morava, na Zona Norte de Marília.

Ele foi preso por policiais civis de Marília no dia 1° de março, na cidade de Praia Grande, no litoral sul paulista.

O assassino foi preso por uma equipe da Delegacia de Defesa da Mulher de Marília, comandada pelo delegado Sebastião de Castro. A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Marília também atuou nas investigações deste caso.


Jefferson ao ser preso por policiais civis de Marília, em Praia Grande (Fotos: divulgação Polícia Civil)

“Apesar de não parecer muito, ele diz estar arrependido. Nós iremos levá-lo de volta para Marília amanhã (2). Por volta do meio dia estaremos na Central de Polícia Judiciária. Ele disse que irá dar sua versão também para a imprensa quando chegar em Marília”, disse o delegado Castro, no dia da prisão. Comentou que o assassino, ao perceber que seria preso, entrou em luta corporal com os policiais. "Rolamos na areia com ele", contou o delegado.

"AGIU SOB FORTE EMOÇÃO", DIZ ADVOGADO


O advogado Luiz Carlos Clemente (foto acima), que atua na defesa do mototaxista, disse ao JP que a tese será que o acusado agiu sob forte emoção ao cometer o crime. "Ele e a vítima viajaram juntos, curtiram férias juntos. Ocorre que houve atraso no pagamento dela, que era funcionária pública e não deu para quitar as dívidas do cartão de crédito com as despesas das viagens. Aí, ela queria que ele pagasse as contas e acabou havendo a discussão. Inclusive, no estado de ãnimos exaltados dos dois, ela chegou a agredí-lo, inclusive deixando marcas de arranhões no pescoço dele. O casal perdeu o controle emocional e acabou acontecendo o fato lamentável", afirmou Clemente.

Ele disse que o réu está arrependido do crime. "Logo após a fatalidade ele se arrependeu, mas já era tarde. Ficou transtornado e acabou deixando a cidade", lembrou.

Quando chegou em Marília, um dia após sua prisão, Jefferson falou rapidamente com a imprensa e disse: “Foi uma fatalidade o que ocorreu, uma discussão tola. Se ela não tivesse desferido golpes contra mim, depois da discussão, nada disso teria acontecido”.

Denunciado por feminicídio, ele poderá pegar até 30 anos de cadeia.

O CRIME


Condomínio onde aconteceu o bárbaro asssasinato, na Zona Norte (Foto: redes sociais)


Um barbarous crime chocou a população de Marília na manhã do dia 10 de janeiro deste ano, Naquela quarta-feira, o mototaxista Jefferson Carlos da Silva, de 28 anos, assassinou a professora Elizabete Aparecida Ribeiro, de 37 anos, com diversas facadas no pescoço, no apartamento onde ela morava sozinha, no Residencial Palmital, na Zona Norte de Marília. Jefferosn já tinha passagem pela polícia por denúncias de violência doméstica. Ele chegou a quebrar o braço de sua ex-mulher.

O assassino fugiu do local em uma motocicleta, Foi até a casa de familiares, na Vila Altaneira, onde chegou sujo de sangue e dizendo que "tinha feito uma besteira sem volta" revelou o crime à mãe a à uma irmã e falou ainda que "jamais iriam vê-lo de volta".

A irmã dele foi até o apartamento de Elizabeth e em companhia da síndica do condomínio, chamaram pela professora, que não respondia. Apenas o cachorro latia no apartamento. A polícia foi acionada, arrombou a porta e encontrou a vítima já sem vida, com diversos golpes de faca no pescoço.

Elizabete dava aulas na Emef Américo Capelozza. Também lecionou na Emef Edmea Sola. O corpo da professora foi sepultado em Lins, onde moram seus familiares.



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