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  • Da redação

Detento flagrado com 21 porções de maconha na cela pega mais 7 anos e 5 meses de cana. Ele já cumpri


O ex-detento Fábio Andrade Barbosa, foi condenado novamente por tráfico de drogas. Agora, a 7 anos e 5 meses de reclusão, me regime fechado. Quando cumpria pena na Penitenciária de Marília, em março de 2016, agentes penitenciários, durante inspeção de rotina, encontraram na cama da beliche na cela onde ele dormia, 21 porções de maconha dentro de uma meia.

Fábio assumiu a posse dos entorpecentes, foi encaminhado à CPJ e autuado em flagrante por tráfico de droga. Ele já cumpria pena por esse crime.

Em audiência no Fórum, o réu negou a posse da droga.

Disse que, "juntamente com os demais prisioneiros, foram retirados da cela que ocupava e colocados em compartimento contíguo. Posteriormente, disseram-lhe que houve o encontro de drogas no interior de uma meia, sobre sua cama. Entretanto, não é verdade que aquela droga estivesse sob sua posse, até porque não é usuário de maconha".

Agentes penitenciários afirmaram que procederam a uma vistoria na cela ocupada pelo réu e outros internos. A vistoria, como de hábito, foi acompanhada por um sentenciado, que constatou, tal como os agentes, a existência de vinte e uma porções de maconha no interior de uma meia sobre a cama do acusado.

Inquirido a respeito, o réu, segundo o que disseram as testemunhas, confirmou que a droga lhe pertencia. "Diante dessa prova, é lícito inferir que o entorpecente efetivamente pertencia ao réu. A destinação também só poderia ser a da entrega a terceiros, porquanto o acusado/possuidor alegou não ser usuário de drogas. Por último, eventual dúvida que pudesse contaminar a eficácia da prova no tocante à circunstância de haver uma única cama para abrigar dois detentos foi afastada pela explicação dos agentes. Em resumo, a prova é hialina e convincente, exigindo a imposição da censura penal", diz a sentença do juiz Décio Divanir Mazeto, da 3ª Vara Criminal de Marília.

"Frente a todo exposto e considerando o que mais dos autos consta, JULGO PROCEDENTE a ação penal para CONDENAR FÁBIO DE ANDRADE BARBOSA, qualificado nos autos, a descontar, em regime inicialmente fechado, a pena de SETE ANOS, CINCO MESES E VINTE E CINCO DIAS DE RECLUSÃO, bem como a solver o equivalente a SEISCENTOS E OITENTA DIAS-MULTA, em padrão diário mínimo...". O réu poderá recorrer em liberdade.


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