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  • Da redação

Irton Torres, dos Metalúrgicos, deve ser interventor no Sindicato dos Servidores Municipais


Mauro Cirino e Irton Siqueira Torres

A juiza Paula Jacqueline Bredariol de Oliveira, da 1ª Vara Cível do Fórum de Marília, determinou que o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Marília e presidente da Força Sindical em Marília, Irton Siqueira Torres, assuma como interventor no Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Marília, que tem como presidente Mauro Cirino.

Torres disse ao JP que ainda não foi notificado da decisão judicial. "Só poderei falar quando for eventualmente notificado. Parece que tem algo nesse sentido, mas para mim nada oficial", explicou.

Mauro Cirino falou com o JP na mesma linha. "Estou em São Paulo, disseram que tem alguma coisa disso, mas meu advogado ainda não me passou nada". resumiu. A juiza atendeu pedido protocolado pelo presidente da Comissão Eleitoral, Osvaldo Emídio. "Considerando que existe acirrada discussão entre a atual diretoria e a Comissão Eleitoral, nãos e mostra conveniente a permanência da atual Diretoria como administrador provisório, nem a nomeação do autor", citou a decisão judicial.

ELEIÇÕES E BRIGAS

O imbróglio no Sindimmar começou após brigas em de chapas que concorreriam ás eleições da entidade, em maio passado. Três chapas de oposição recorreram à Justiça alegando irregularidades e descumprimento do Estatuto, além de, segundo elas, haver falta de transparência nas questões de documentos para o pleito.

As eleições tiveram início no dia 15 de maio, mas um dia depois, Cirino publicou um edital suspendendo a coleta de votos, alegando "insegurança jurídica", com base nas demandas impetradas pelas chapas de oposição na Justiça, com pedido de destituição de parte da comissão formada pelo Sindicato para gerir o processo eleitoral. A comissão era formada por dez membros, sendo um representante de cada chapa e outros cinco de outros sindicatos.

A Justiça acatou o pedido das chapas, mas Cirino discordou e recorreu da decisão.

"Não existe no estatuto do Sindicato a figura dessa comissão "prévia", como criada na decisão judicial. A comissão formada deve gerir o processo do começo ao fim do pleito. Até porque, não seria racional os representantes de cada chapa analisarem as documentações deles próprios, bem como outras decisões durante o processo eleitoral. A comissão formada foi legítima, como em eleições passadas e de acordo com o estatuto do Sindicato", explicou Cirino. O caso foi para o TJ e instâncias superiores. O mandato de Mauro Cirino, caso não fosse reeleito, terminaria agora em agosto.


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