Barrado por ser ficha suja, Bulgareli pede votos para casal de paraquedistas. Um deles investigado p
- Da redação
- 2 de out. de 2018
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Barrado nessas eleições pela Justiça Eleitoral (ele tentou sair candidato) por ser ficha suja e ter várias condenações por improbidade administrativa e outro rolos, o ex-prefeito Mário Bulgareli enviou milhares de cartas para moradores de Marília, pedindo votos para um casal de paraquedistas de São Paulo.
"Estou firme e forte", diz o ex-prefeito (que renunciou ao mandato às vésperas de ser cassado, em 2012) no texto da correspondência, que segue junto com dezenas de "santinhos" de campanha dos paraquedistas.
Bulgareli fez uma das gestões mais ruins e conturbadas da história de Marília, deixando um rastro de denúncias de corrupção, atos de improbidade e um rombo de mais de R$ 250 milhões nos cofres da Prefeitura.
Os "candidatos de Bulgareli" são Campos Machado (que já está há quase trinta anos na Assembleia Legislativa) e quer agora eleger também a mulher dele como deputada.
CANDIDATO É INVESTIGADO POR ENRIQUECIMENTO ILÍCITO, COM MOVIMENTO DE MILHÕES E EXPLORAÇÃO DE FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS INDICADOS POR ELE

O Ministério Público de São Paulo abriu investigação, em maio passado, contra o deputado estadual Campos Machado (PTB) por suspeita de enriquecimento ilícito. O parlamentar, que também é presidente estadual do PTB de São Paulo.
Um relatório de movimentações financeiras, feito por um conselho vinculado ao Ministério da Fazenda, desconfiou de transações em contas do deputado e do escritório de advocacia do qual ele é sócio.
Figura antiga na política e na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), ele está no sétimo mandato consecutivo como deputado estadual.
Para o MP, Antonio Campos Machado agora é suspeito de enriquecimento ilícito. Reportagem publicada na imprensa aponta movimentações atípicas de R$ 6,1 milhões.
A investigação está em segredo de justiça. Ela é baseada num relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que encontrou operações suspeitas realizadas entre 2006 e 2015.
Uma delas movimentou cerca de R$ 3 milhões. O Coaf apontou como problemas “fragmentação de depósitos, em espécie, de forma a dissimular o valor total da movimentação" e movimentações que apresentaram "atipicidade em relação à atividade econômica do cliente ou incompatibilidade com a sua capacidade econômico-financeira".
As contas do escritório de advocacia do deputado também acenderam o sinal vermelho do conselho. O valor movimentado, nesses casos, foi de R$ 3,1 milhões. O Coaf disse que parte dos depósitos não tinha identificação dos depositantes.
O MP quer saber se essas movimentações financeiras milionárias têm a ver com uma outra investigação, da qual Campos Machado é alvo desde 2016. Ele é suspeito de praticar "venda de favores", ou seja, cobrar dinheiro de funcionários indicados por ele para cargos na Secretaria Estadual da Justiça e na Assembleia Legislativa.
DEPUTADO INVESTIGADO EM OUTROS ESQUEMAS ILEGAIS
Campos Machado também aparece em investigação do Ministério na chamada “Operação Cabaré”, que revelou que policiais militares recebiam mesada para permitir que cassinos funcionassem em bairros nobres de São Paulo e a investigação aponta o envolvimento do deputado.
O Deputado Campos Machado é citado no esquema e está sendo investigado pela exploração de jogos de azar. De acordo com a notícia, a “Operação Cabaré” é considerada a maior investida da história contra quadrilhas que exploram jogos de azar em São Paulo. A ação do Ministério Público revelou que policiais militares recebiam mesadas para permitir que cassinos clandestinos funcionassem em bairros nobres de São Paulo. Quatro oficiais da Polícia Militar já estão presos.
Uma cópia dos documentos da investigação foi encaminhada para a Procuradoria Geral da Justiça, que tem prerrogativa para investigar suspeitos com foro privilegiado. Na decisão, a Promotoria afirma que Campos Machado foi citado algumas vezes durante a investigação.
O nome dele aparece em diálogos gravados pela Corregedoria da Polícia Militar. Documentos mostram uma ação controlada em que uma testemunha conversa com o dono de um cassino e, na transcrição, mostra que eles falam na transferência de policiais militares e, na conversa, o dono do cassino cita que um deputado pode agir como comandante geral e, na sequência, cita o nome de Campos Machado e demonstrando ter intimidade com o parlamentar, afirmando queo deputado tem força; o dono do cassino chega a fazer brincadeiras com o cabelo de Campos Machado, contando que o parlamentar é tarado pelo pão de queijo da padaria.







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