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  • Da redação

Secretário Dolce diz que Monte Azul não volta mais e Prefeitura vai contratar outra empresa. "N


Secretário Dolce na tribuna da Câmara Municipal, nesta segunda-feira


O secretário municipal de Meio Ambiente e Limpeza Pública, Vanderlei Dolce, esteve na Câmara Municipal, na noite desta segunda-feira (3) para falar "sobre diversos assuntos" relacionados à Pasta.

Em função da suspensão definitiva das atividades da Empresa Monte Azul, que coletava cerca de 50% do lixo urbano em Marília, esse virou o principal tema com Dolce. A Monte Azul retirou os caminhões de coleta e encaminhou-os para Araçatuba e Araraquara. Também emitiu avisos-prévios para os cerca de 40 funcionários que atuavam aqui na cidade.

A alegação da empresa para a suspensão dos serviços foram calotes da Prefeitura. Dolce disse que a dívida total com a Monte Azul (entre parcelamentos da gestão passada e débitos da atual gestão) chega a R$ 28 milhões. "Tem parte da herança (gestão passada) e parte nossa. Se disser que não tem parte nossa eu vou mentir", admitiu.

"Esse casamento (Monte Azul e Prefeitura) chegou ao fim e por "ene" motivos, a empresa decidiu paralisar a coleta", afirmou o secretário. Ele disse que a Prefeitura "não tem condições de abraçar esse serviço (coleta) e vai fazer o mesmo por tempo indeterminado. Estamos fazendo um processo licitatório para contratar uma nova empresa para dar continuidade ao trabalho de coleta".

A contratação da nova empresa será feita, segundo Dolce, no início do próximo ano. "Vamos contratar uma empresa para fazer a coleta normal e paralelamente a coleta seletiva de lixo em toda a cidade", revelou.

Ele disse que desde que a Monte Azul anunciou a suspensão definitiva da coleta de lixo, na sexta-feira (30), a Prefeitura montou um esquema para seguir com os serviços. "Trabalhamos no sábado, no domingo e hoje (segunda-feira) os caminhões estão trabalhando até a noite. Estamos nos desdobrando. Essa herança (a Monte Azul) tem que acabar aqui na cidade.

O secretário disse ainda que pretende abrir licitação para compra de mais máquinas e caminhões para o setor do lixo urbano. Este ano, a Prefeitura comprou quatro caminhões novos. Ela não volta mais", garantiu Dolce. Em Marília, são coletadas cerca de 280 toneladas de lixo por dia. A secretaria possui 8 caminhões para coleta de lixo.

IMBRÓGLIO SOBRE DÍVIDAS

Desde a semana passada, a direção da Monte Azul e a Prefeitura vem divergindo sobre os valores das dívidas. A empresa alega que o débito atrasado é de R$ 12,7 milhões, enquanto o secretário municipal da Fazenda, Levi Gomes, diz que é de R$ 9 milhões. A Prefeitura divulgou Nota hoje afirmando que este ano pagou cerca de R$ 8 milhões à empresa.

O contrato com a Monte Azul foi criado em 2013 e renovado pela atual gestão, em 2017. No final da gestão passada, um débito de cerca de R$ 8 milhões foi parcelado, com autorização da Câmara Municipal.

Desde então, o relacionamento entre a empresa e a Prefeitura vem sendo tumultuado, envolvendo calotes e ameaças de suspensão dos serviços, o que acabou sendo concretizado na última sexta-feira.

TRANSBORDO DO LIXO

O transbordo do lixo de Marília para um aterro de Guatapará (a 100 km de Marília) também é feito pela Empresa Monte Azul. O custo mensal desse serviço é de cerca de R$ 1 milhão por mês. O contrato da empresa com a Prefeitura para esse serviço vai até o dia 12 de dezembro. "O Jurídico da Prefeitura está analisando esta questão e ver como vamos resolver isso", disse Dolce.

NOTA DO EX-PREFEITO O ex-prefeito e atual deputado estadual, Vinícius Camarinha (PSB), distribuiu Nota no final da tarde desta segunda-feira:

Nota

"O ex-prefeito Vinicius Camarinha lamenta a atitude tomada pelo prefeito Daniel Alonso em tentar jogar sua falta de capacidade administrativa no seu governo. Lembra que Daniel está prefeito há quase dois anos e já deveria ter começado a trabalhar, inclusive, cumprindo suas promessas de campanha..


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