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  • Da redação

Dupla armada que roubou farmácia e outros estabelecimentos na Zona Sul pega 8 anos de cadeia. Um del


Arma falsa usada pela dupla em vários roubos na Zona Sul de Marília

A juíza da 1ª Vara Criminal do Fórum de Marília, Josiane Patricia Cabrini, condenou os réus Matheus do Nascimento, 21 anos e Ricardo da Silva Souza, 33 anos, a 8 anos e 3 meses de reclusão em regime fechado, por roubo a Farma Conde, na Zona Sul de Marília. A dupla confessou a autoria de vários outros roubos naquela região.Matheus estava foragido de "saiinha do dia das mães".

O ROUBO NA FARMÁCIA E AS PRISÕES PELA PM

No dia no dia 4 de junho passado, por volta das 21h, eles atacaram a farmácia com um simulacro de arma de fogo, renderam um funcionário e mediante grave ameaça levaram R$ 218,80. O funcionário mencionou que os dois indivíduos adentraram o estabelecimento e um deles, o qual foi descrito como alto, branco, trajando camiseta preta com detalhes em branco, aproximou-se do caixa anunciando o assalto.

Próximo a ele, o outro indivíduo, que foi descrito como baixo, pardo, trajando moletom preto, demonstrava ter uma arma de fogo oculta no bolso. A vítima abriu o caixa e entregou o dinheiro.

Após os indivíduos deixarem o local, ele acionou os policiais militares, que requisitaram as imagens do circuito interno, pelas quais foi possível identificar algumas características dos autores.

Algumas horas depois, a vítima recebeu uma ligação solicitando seu comparecimento no plantão policial para reconhecimento dos autores. Ele confirmou que Ricardo era o indivíduo que se aproximou do caixa e anunciou o assalto e Matheus, o que ficou um pouco atrás, em posse da arma de fogo.

Em juízo, reconheceu novamente os acusado, assegurando, sem sombra de dúvidas, que Ricardo dirigiu-se ao caixa e anunciou o roubo, enquanto Matheus permaneceu mais atrás, com os braços cruzados e segurando a arma de fogo.

Policiais militares declararam em juízo que estavam em plantão policial quando foram acionados para atender uma ocorrência de roubo praticado por dois indivíduos na “Farma Conde”.

Quando chegaram ao local, viram o vídeo do roubo pelo circuito interno de segurança, que confirmou a versão dada pela vítima de que, enquanto um dos autores se aproximou do caixa, o outro permaneceu um pouco atrás, mostrando parte da arma de fogo, oculta no bolso do moletom.

Um dos policiais reconheceu um dos indivíduos como Matheus do Nascimento, que mora em rua próxima ao quartel. Algumas horas depois, encontraram, na Avenida Panamá, dois indivíduos com as mesmas características dos acusados, que, quando perceberam a aproximação da viatura, fugiram escalando muros e entrando em residências.

No local, eles tentaram se desfazer do simulacro de arma de fogo e foi necessário o uso de força física para detê-los. Em juízo, esclareceram que os réus confessaram ter cometido outros três roubos naquela data, sendo certo que haviam dispensado o simulacro de arma de fogo utilizado no quintal da residência em que foram abordados, local onde efetivamente a localizaram.

Ambos os réus confessaram a prática do crime de roubo à farmácia. A vítima, quando foi à Delegacia, reconheceu os acusados como sendo os autores do delito. Matheus era conhecido nos meios policiais, estando, inclusive, foragido.

O acusado Matheus do Nascimento, durante a fase inquisitiva, confirmou o roubo à farmácia e afirmou que, enquanto ele anunciava o assalto, Ricardo permaneceu logo atrás, com a mão no bolso, mas não estava armado. Ainda, disse que, no mesmo dia, durante a tarde, assaltaram um despachante, também na Avenida João Ramalho.

Afirmou que deixaram o local com pouco mais de duzentos reais e se separaram, encontrando-se mais tarde na Rua Panamá, onde foram localizados e detidos por policiais após tentativa de fuga.

Admitiu que o simulacro de arma fogo apreendido pertencia a ele e esclareceu que o dinheiro roubado foi utilizado como forma de sustentar o vício em drogas. Ainda, declarou ser foragido do sistema prisional, pois não retornou da "saidinha" do dia das mães. Em seu interrogatório judicial, admitiu novamente a prática do crime, esclarecendo que, após o término do roubo, dispensou o simulacro de arma de fogo.

Afirmou ser usuário de drogas (maconha e cocaína) e que utilizou o dinheiro produto do crime para adquirir entorpecentes. O acusado Ricardo da Silva Souza confessou parcialmente o assalto e declarou que, enquanto permanecia praticamente fora do estabelecimento, Matheus entrou e anunciou o roubo.

Eles saíram do local com o dinheiro roubado e seguiram separadamente. Uma hora depois, aproximadamente, encontraram-se na Rua Panamá, onde se depararam com uma viatura policial; tentaram, então, fugir do local saltando muros, mas foram detidos posteriormente.

Em seu interrogatório judicial, ratificou que não adentrou o local, permanecendo do lado de fora a fim de verificar a aproximação de pessoas. Asseverou que Matheus portava o simulacro de arma de fogo, anunciou o roubo e pegou o dinheiro do caixa. Assumiu ter participado do crime, porém não da maneira narrada pela vítima.





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