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  • Da redação

Comerciantes e funcionários de boxes no Terminal Urbano estão revoltados, pagando tarifas para traba


Comerciantes e funcionários dos boxes localizados dentro do Terminal Urbano são obrigados a pagar

tarifas para entrar para trabalhar. "Um abusurdo", diz a a comerciante Ana Lúcia

Comerciantes que trabalham no interior (junto às plataformas de embarque e desembarque) do Terminal Urbano de Marília estão revoltados. Ele são obrigados a pagar tarifas (R$ 3,00) para entrar no local e trabalhar. Em entrevista ao JP, disseram que essas cobranças começaram em setembro do ano passado, quando as empresas de ônibus, atendendo determinação judicial, recolocaram as catracas de acesso que haviam retirado do local, mancomunadas com a Prefeitura.

"Isso é absurdo! Temos que pagar para trabalhar! Cada vez que entramos no local de nossos boxes, temos que pagar R$ 3. As vezes, agente precisa sair para ir ao banco, comprar marmitex ou fazer algo externo e quando voltamos, temos que pagar mais R$ 3 para entrar aqui", disse a comerciante Ana Lúcia.

Ela afirmou após a recolocação das catracas de acesso ás plataformas, o prefeito Daniel Alonso (PSDB) se reuniu com os cerca de 30 comerciantes e funcionários dos boxes instalados dentro do Terminal Urbano. "Ele pediu pra gente ter paciência, prometeu que em quinze dias seriam feitos crachás de identificação para nós e não pagaríamos mais para entrar para trabalhar. Mas foi só conversa mole, enganação. Esse homem não cumpre nada do que ele fala. Todos aqui estão revoltados com esse prefeito, pois pagamos impostos, vendemos coisas pequenas, como balas e doces, o movimento não está bom e ainda esse absurdo", disse a comerciante.

"Eu acho um absurdo a gente ter que pagar para trabalhar! Trabalho há muitos anos aqui, gosto daqui, não dependo de ônibus. Mas pagar para entrar e trabalhar no nosso próprio estabelecimento, é um absurdo, pois já pagamos os impostos", disse o vendedor Adão Almeida, que trabalha no local.

Ele afirmou que precisa sair várias vezes ao dia para resolver problemas comerciais. "E toda vez que eu saio, tenho que pagar R$ 3. Até para os entregadores de bebidas a gente tem que pagar para eles entrar aqui. Essas empresas de ônibus são um abuso de poder e o prefeito também não faz nada. Mas nada resolveram", afirmou o vendedor.

Os comerciantes que atuam no local são pessoas de baixa renda, que antes de ocupar o espaço atuavam nas ruas. Por isso, são isentos dos pagamentos de água e luz.

SÓ ENGANAÇÃO! O prefeito Daniel Alonso se reuniu com comerciantes e funcionários dos boxes, prometeu entregar os crachás de isenções para pagamentos de tarifas em quinze dias, mas sumiu e não cumpriu nada
























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