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  • Da redação

STF ainda não homologou delação do ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, que revelou pagamentos de pro


ESGOTO E PROPINAS: ex-prefeitos Bulgareli, Ticiano Toffoli e Vinícius, delatados por executivo da OAS


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator da Operação Lava Jato na corte, Edson Fachin, ainda não homologou a delação do ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, revelada no último dia 5. O executivo disse em delação premiada que pagou propinas relacionadas às inacabadas obras do esgoto a três ex-prefeitos de Marília: Mário Bulgareli (PDT - 2005/2012), Ticiano Toffoli (PT - 2012 - irmão do atual presidente do STF, Dias Toffoli), e Vinícius Camarinha (PSB 2013/2016). Segundo o delator, este último pediu 3% de propina em relação ao valor total da obra, orçada em cerca de R$ 100 milhões, na época. Somente após a homologação do STF órgãos como a Procuradoria Federal e a Polícia Federal podem dar sequência às investigações e eventuais pedidos de prisões dos envolvidos.

O empreiteiro, enrolado na Lava Jato e preso em Curitiba, revelou ainda que repassou dinheiro de caixa 2 para a campanha eleitoral de Ticiano Toffoli (PT), que foi vice do ex-prefeito Mário Bulgareli (2009/2012) e candidato a prefeito em 2012, após assumir o cargo no lugar de Bulgareli, que renunciou em março de 2012, às vésperas da abertura de um processo de cassação por corrupção na Câmara Municipal.

O empreiteiro disse também que o ex-prefeito e deputado estadual eleito, Vinícius Camarinha (PSB) também exigiu vantagens indevidas durante seu mandato na Prefeitura de Marília (2013/2016). O delator disse que o ex-prefeito pediu 3% sobre o valor da obra, orçada em R$ 110 milhões, à época.

Outro envolvido na delação de Léo Pinheiro, é o ex-presidente do Daem (na gestão Bulgareli/Toffoli), Antonio Carlos Guilherme, o Sojinha, atual diretor do MAC. O empreiteiro disse que Sojinha comentou sobre uma obra parada de esgoto em Marília e que gostaria de repassar à OAS. Sojinha é cunhado de Ticiano.

Pinheiro conheceu Ticiano e Sojinha durante um jantar em Brasília. As "negociações" evoluíram e segundo Pinheiro, Ticiano e Sojinha exigiram R$ 1 milhão para financiar a renúncia de Bulgareli. O ex-prefeito pegou a propina e deixou o cargo. A OAS "investiu" ainda R$ 1,5 milhão para a campanha de Ticiano Toffoli, mas ele não se elegeu, em 2012.

Todos os acusados negaram as acusações, conforme matéria publicada hoje pela "Folha de São Paulo". O deputado Vinícius Camarinha disse que "quando assumiu a Prefeitura, a licitação já estava em andamento e rescindiu o contrato após o envolvimento da OAS na Lava Jato. Também afirmou que nunca teve contato com Léo Pinheiro.




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