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Servidores municipais de Bauru rejeitam nova proposta da Prefeitura e mantém a greve. Oferta é de R


Em assembleia realizada há pouco, na sede do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru e Região (Sinserm), a categoria em greve rejeitou a nova proposta feita pelo prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD), protocolada no final da tarde de ontem. Assim, a paralisação está mantida e entra em seu quarto dia.

Cerca de 380 servidores participaram da votação, nesta manhã. Agora, a categoria se prepara para nova passeata, que percorrerá as ruas do Centro da cidade e seguirá até a rua Primeiro de Agosto. Na sequência, os servidores devem retornar pelo Calçadão da Batista de Carvalho.

Ontem, a greve contou com mais adesões do que nos dois primeiros dias, mesmo com a saída da Emdurb. Na ocasião, houve mais adesões de pastas como Educação, Saúde e Semma.

Conforme o JC noticiou, a nova proposta tem como principal alteração o valor do vale-compra, que passa de R$ 451,00 para R$ 500,00. Na primeira proposta, era de R$ 468,54. Ficam mantidos outros pontos, como o reajuste de 2% a todos os servidores, aumento do abono (antigo vale-refeição) de R$ 360,00 para R$ 374,00 para quem recebe até R$ 2.600,00, e vantagem pessoal de R$ 60,00 para quem recebe até R$ 2.684,35. Já o abono de R$ 70,00 fica mantido, porém não será incorporado neste momento, devendo ocorrer em outra etapa.

O documento protocolado no final da tarde no Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru e Região (Sinserm) de ontem também confirma que a proposta de reajuste já será encaminhada como projeto de lei hoje para a Câmara. O projeto começa a tramitar na segunda-feira e precisará passar nas comissões da Câmara antes da votação em plenário pelos vereadores.

"A reposição ainda está longe do que foi pedido pela categoria, houve esse avanço no vale-compra, mas em outros aspectos evoluiu pouco. A incorporação do abono do ano passado, que foi prometida antes, ficou fora da nova proposta ", comentou nesta quinta-feira o advogado do Sinserm, José Francisco Martins.

A GREVE

Os servidores entram hoje no quarto de dia de greve. Nesta quinta-feira (28), no terceiro dia do movimento, o Sinserm contabilizou a adesão de 535 servidores. Já a prefeitura, que divulga os dados no final da manhã apenas, informou que entre a tarde de quarta e a manhã de quinta foram 390 servidores em greve, número que é maior do que o dos primeiros dias. Na terça-feira, foram 340 servidores de acordo com a prefeitura e 500 segundo o Sinserm, e na quarta-feira, 288 para a prefeitura e 400 para o sindicato.

No segundo dia de greve, os servidores da Emdurb saíram, pois aceitaram a proposta da empresa municipal de abono de R$ 100,00 e vale-compra de R$ 500,00. Desta maneira, a coleta de lixo voltou ao normal, bem como outros serviços da empresa. Nesta quinta-feira (28), os demais trabalhadores que seguiram na greve fizeram passeata pelo Centro e protesto na frente da Câmara Municipal.

Nesta quinta, a Secretaria de Educação continuou como a que mais aderiu, com 256 servidores em greve, e a Saúde foi a 54 servidores. Depois aparecem as Secretarias de Meio Ambiente (Semma) com 26, Obras com 13, Bem Estar Social (Sebes) com 12, Finanças com dois, Cultura com um, e 26 no Departamento de Água e Esgoto (DAE). Estavam sem adesões de servidores as Secretarias de Administração, Administrações Regionais (Sear), Agricultura e Abastecimento (Sagra), Desenvolvimento Econômico, Esportes e Lazer (Semel), Negócios Jurídicos, Planejamento (Seplan), Gabinete, Emdurb e Funprev.

Para o prefeito Clodoaldo Gazzetta, as negociações estão encerradas. De acordo com a prefeitura, caso todos os pedidos do Sinserm fossem atendidos, o custo anual seria de R$ 90 milhões. Na proposta do governo, o impacto financeiro será de R$ 10,5 milhões por ano, e deve levar o município a ficar novamente perto do limite de despesa com pessoal de 51,3% da Receita Corrente Líquida (RCL), definida pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O município fechou o ano passado com despesa de pessoal de 49,24% da RCL. O prefeito também já havia avisado, na quarta-feira, a decisão de contar falta aos servidores que estiverem parados a partir de hoje. O Sinserm, contudo, diz que não recebeu nenhum comunicado oficial, e que decide hoje se vai manter ou encerrar o movimento.



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