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  • J. POVO- MARÍLIA

Assassino de psicóloga pega 16 anos de cadeia . Vítima foi esfaqueada no pescoço e agonizou na frent


Maurílio Rogério de Almeida, 44 anos, assassino da psicologa Helen Carla Matias, de 29 anos, foi condenado em Júri Popular nesta quinta-feira a 16 anos e 8 meses de prisão, em regime fechado. O assassinato que chocou a pequena Tupi Paulista, aconteceu em fevereiro do ano passado. Helen era formada por uma universidade em Marília.

O crime foi qualificado como feminicídio, também qualificado por "motívo fútil", "meio cruel" e com "dificuldade de defesa por parte da vítima".

Helen e Almeida se conheceram pela internet em 2016 e ele, vindo da região de Santo André, iniciou um relacionamento com ela se mudando para a cidade. Ele era aceito como filho da família da psicóloga até o final do relacionamento, depois passou a seguí-la e insistir no retorno do relacionamento.

O Crime

Helen foi esfaqueada várias vezes por Almeida e encontrada por sua filha de nove anos, toda ensanguentada e com marcas de facadas no pescoço. Ela chegou a ser socorrida mas não resistiu aos ferimentos.

O crime aconteceu por volta das 2h e Almeida foi encontrado pela polícia por volta das 7h35 , caminhando pelo acostamento da Rodovia Euclides de Oliveira Figueiredo, ainda de posse da arma usada no crime.

O pai da psicóloga, Josué Matias, de 65 anos, afirmou ao G1 que a filha foi encontrada ensanguentada pela filha dela, de 9 anos, no dia do crime. “Ela [a neta] disse: ‘Vovô, a mamãe está sangrando”, afirmou Matias. A PM informou que a psicóloga foi encontrada no chão, ensanguentada e com ferimentos no pescoço, provocados por golpes de faca.

A vítima foi socorrida pelo irmão e levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

O pai de Helen afirmou não desconfiar de nenhuma atitude suspeita do homem, até o dia do crime. “Ele dizia que eu e minha esposa éramos como seus pais. A gente ajudava, colocamos ele em casa e até arrumamos um emprego”, disse. Hoje, ele afirma que a filha, provavelmente, escondeu possíveis problemas do relacionamento.

“Ela não falava nada. Evitava comentar algo. Perguntávamos se estava tudo certo e ela dizia que estava tudo bem”, relatou.

Matias comentou apenas que, 20 dias antes do fato, a filha já havia cortado relações com o acusado, mas ele insistia em tentar reatar o relacionamento.

“Ele ficava esperando minha filha na saída da academia, na saída de um curso que ela fazia. Não estava aceitando o fim do namoro”.

A psicóloga, na época, cuidava da mãe, que passou por problemas de saúde.

“Era nosso braço direito. Fazia tudo. Até diminuiu o ritmo de trabalho para cuidar da minha esposa”, disse. Hoje, os avós têm a guarda da neta, filha da vítima.





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