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  • JCNET - Bauru Bruno Freitas e Ana Beatriz Garcia

Mulher mata homem em bar e diz que ele fez gesto obsceno à filha dela. Testemunhas acreditam que a a


Andreia Cristina da Silva Ferreira, 38 anos, foi presa após matar Fábio Alves

Uma mulher de 38 anos matou um homem, em um bar localizado na rua Rafael Pereira Martini, no Jardim Redentor, em Bauru, em frente à filha dela, de 13 anos. O pedreiro Fábio Alves da Silva, de 43 anos, conhecido como "Baiano", levou uma facada no pescoço e não resistiu. Andreia Cristina da Silva Ferreira confessou o crime à polícia e alegou que a vítima estaria fazendo gestos obscenos para sua filha. É o segundo caso de uma mulher que mata um homem a facadas em Bauru em quatro dias.

De acordo com o boletim de ocorrência (BO), uma testemunha que presenciou o homicídio relata que era por volta de 3h25 desta sexta-feira (3), quando a agressora chegou ao local com faca em punho e teria dito: "você está aí, seu safado". Logo em seguida, perfurou o pescoço do pedreiro, que perdeu muito sangue e morreu na calçada do bar, antes mesmo da chegada do Samu.

Fábio da Silva, segundo a polícia, tinha três filhos pequenos, inclusive um bebê de apenas dois meses.

PRISÃO

Andreia Cristina foi presa em flagrante, na manhã dessa sexta-feira (3), pela Polícia Civil, através da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Bauru. "Ela confessou a intenção de matar e disse que a motivação seria de que ela teria percebido que a vítima estaria fazendo gestos obscenos para a sua filha", afirma o titular da delegacia especializada, Cledson Nascimento.

O delegado assistente da DIG, Giuliano Travain, foi com a Equipe de Homicídios até o local e ficou responsável pela lavratura do flagrante de homicídio.

INTERPRETOU MAL

Ainda de acordo com Cledson Nascimento, agressora e vítima tiveram o primeiro contato no local do crime. "Na versão da Andreia, a vítima estaria colocando a mão sobre o pênis e teria falado para ela que a adolescente era 'gostosa''", diz. "Ouvimos, também, testemunhas que disseram que já haviam percebido que a vítima tinha, como que um ''tique', de passar a língua sobre os lábios e que, quando ria, posicionava as mãos na altura do púbis. E que, pelo fato de a mulher estar alcoolizada, ela poderia ter interpretado de forma equivocada os gestos do homem. Ainda disseram que Fábio nunca teve nenhum tipo de comportamento nesse sentido", afirma o delegado.

Sobre a arma que teria sido utilizada no crime, o titular da DIG conta que a autora falou que já andava com aquela faca. "Mas não sabemos qual é o material exato, já que ela alega não se recordar onde se desfez do objeto. Ela disse que era uma 'faquinha'", destaca.

ADOLESCENTE

Segundo o delegado, tendo em vista que a adolescente de 13 anos foi testemunha do homicídio, ela foi encaminhada ao Creas, que é vinculado à Vara da Infância e da Juventude, para ser ouvida por uma equipe especializada.

"Isso porque temos uma lei federal que regulamenta a escuta especializada de criança ou adolescente vítima ou testemunha de homicídios. Após a passagem pelo Creas, uma irmã mais velha ficou responsabilizada por cuidar da menina", finaliza Cledson Nascimento.
















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