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  • Da redação

Vítimas caem no "golpe do falso sobrinho" e perdem R$ 3 mil, em Marília. Polícia alerta so


O chamado golpe do falso sobrinho fez mais duas vítimas em Marília. Num dos casos, um pedreiro de 59 anos, residente no Jardim Marília, na Zona Oeste, perdeu R$ 800.

Ele relatou na CPJ ter recebido uma ligação de um telefone com DDD de São Paulo (011) de uma pessoa que dizia ser seu sobrinho, relatando uma situação de urgência e que precisava de dinheiro. Ele foi ao banco e fez dois depósitos para a pessoa, no total de R$ 800 em uma conta bancária de Luiziânia (GO). Depois, não conseguiu mais contato e descobriu que tratava-se de um golpe.

No outro caso do golpe do falso sobrinho, um aposentado de 66 anos, residente no Núcleo César de Almeida, na Zona Norte de Marília, perdeu R$ 2,2 mil.

Ele relatou ter recebido ligação de uma pessoa (com DDD de São Paulo) dizendo ser seu sobrinho e que estava com problemas mecânicos no veículo e parado na estrada, próximo a Botucatu.

Pediu para o aposentado ligar e falar com o mecânico em um telefone de São Paulo.

O aposentado ligou e o "mecânico" disse que precisava comprar uma peça para o veículo no valor de R$ 2,2 mil. Passou o número de uma conta e o aposentado fez a transferência do valor. A conta era de uma agência bancária de Palmeiras de Goiás (GO). Em seguida, o aposentado descobriu que tinha caído em um golpe.

ALERTA

O delegado chefe da CPJ (Central de Polícia Judiciária) em Marília, dr. José Carlos Costa, disse ao JP que as pessoas que recebem esse tipo de ligações suspeitas devem ficar bem atentas.

"Geralmente, são ligações com DDD de outras cidades, capitais, bem longe e com conversas que acabam em pedido de dinheiro e depósitos em contas. As pessoas devem checar bem quem está falando e consultar outras pessoas da família antes de fazer qualquer depósito. Quem recebe esse tipo de ligação, geralmente golpe, precisa manter a calma, não entrar na conversa dos malandros e averiguar de onde vêm as ligações, nomes das pessoas e, repito, consultar outras pessoas da família sobre o assunto". Em casos suspeitos, comunicar a polícia imediatamente. Também devem checar as cidades de onde são as agências bancárias onde pedem para fazer depósitos e nomes dos supostos correntistas. "Geralmente, são agências bancárias de outros estados".

GOLPES EM SITES DE VENDAS DA INTERNET

Diversos casos de golpes em sites de vendas vêm sendo registrados em Marília. Em um deles, registrado na Central de Polícia Judiciária (CPJ) em Marília, um representante comercial, E.J.S, de 41 anos, M.J.S.D, residente em Bauru, relatou que um morador na Zona Sul de Marília, de 54 anos, anunciou no site OLX a venda um veículo VW Gol, ano 2013.

Disse ter recebido uma ligação de um homem identificado como Tarcísio, o qual lhe apresentaria o veículo. E. afirmou ter visto anúncio do mesmo veículo no OLX pelo preço de R$ 15 mil. Então entrou em contato com o número descrito no anúncio, sendo o mesmo que entrou em contato com M., o dono do carro, sendo que a pessoa disse que o veículo estaria na casa de seu cunhado, de nome Marlon e que este queria pagar no carro R$ 25 mil parcelado. Mas era para a vítima informar que pagaria R$ 21 mil, fazendo depósito de somente R$ 15 mil em nome de sua esposa, sem contar para Marlon, para não o chatear.

Consta no B.O que diante do fato, ficou evidente que uma pessoa "clonou" o anúncio feito por Marlon e a vítima E. foi enganado por ela e depositou R$ 15 mil na conta de uma mulher na agência da Caixa, na cidade de Taubaté.

EM OUTRO GOLPE, PEDREIRO PERDEU R$ 2,5 MIL

Outra vítima desse tipo de golpe foi um pedreiro de 30 anos, que anunciou no OLX o desejo de comprar uma motocicleta de até R$ 5 mil.

Ele, que mora em Vera Cruz, relatou no B.O ter recebido ligação de um homem dizendo que tinha uma motocicleta Honda CG 150 FAN, ano 2013/2014 e venderia por R$ 4 mil, oferecendo ainda um desconto de R$ 500 durante as negociações.

Em seguida, recebeu ligação de um outro "vendedor" dizendo que a moto pertencia ao seu cunhado e que estava em Brotas (distante 204 quilômetros) e poderia ver a motocicleta lá. O pedreiro foi de ônibus até Brotas e ambos se encontraram na Rodoviária.

Após ver a motocicleta, a vítima\ foi até uma agência bancária e depositou R$ 2.500 para ua conta em agência de Cuiabá, conforme havia sido indicado pelo primeiro "vendedor" que ligou pra ele.

Quando retornou à Rodoviária, o pedreiro foi surpreendido com a mudança de versão do homem, dizendo que era o verdadeiro dono da moto, tinha recebido uma oferta melhor e não havia recebido o dinheiro do intermediário (o "vendedor" que ligou primeiro para a vítima) e se recusou a entregar a motocicleta ao pedreiro.

Caindo na real, a vítima descobriu que havia caído em um golpe e tentou registrar a ocorrência em Brotas, mas não conseguiu. Voltou de ônibus para Vera Cruz e depois registrou o caso na CPJ, em Marília, já que a Delegacia de Vera Cruz também estava fechada.

Conforme divulgado esta semana pelo JP, golpistas continuam agindo e fazendo vítimas através de grandes sites de classificados e negócios, na cidade e região. Nos últimos quarenta dias, a Central de Polícia Judiciária (CPJ) em Marília registrou diversas queixas com relatos de golpes consumados, com grandes prejuízos financeiros e muita dor de cabeça para as vítimas.

PERDEU UMA CAMINHONETE HILUX

O dono de uma caminhonete Toyota/Hilux, branca, ano 2013, J. residente no Bairro Salgado Filho em Marília, perdeu o veículo após tentar vendê-lo pelo site da OLX. O veículo foi anunciado por R$ 109 mil.

Ocorre que um golpista, apresentando-se como Anderson, anunciou a mesma caminhonete por R$ 81 mil. O dono do veículo relatou que de fato recebeu ligação de uma pessoa perguntando sobre o anúncio e dizendo que tinha um amigo interessado no veículo e que queria vê-lo.

Solicitou a J.O que levasse a caminhonete até um endereço na Zona Sul de Marília, onde o comprador N. estava.

O dono do veículo foi até o referido endereço. O comprador se interessou e disse que ficaria com a caminhonete, mas ambos não conversaram sobre preço, pois o golpista já tinha orientado eles a não discutir valores.

Em seguida, J. e o comprador foram até um cartório, no dia 1° de abril, para concretizar o negócio. O comprador, orientado pelo golpista, depositou R$ 81 mil em uma conta bancária indicada por ele, em uma agência em João Pessoa (PA).

J. concordou com o depósito pensando que o dinheiro seria repassado para a sua conta. Entregou o veículo e o recibo de transferência assinado para o comprador. Ao verificar sua conta, descobriu que tinha caído em um golpe e procurou a CPJ, mas já era tarde. Perdeu o veículo.

PERDEU UM CHEVROLET PRISMA

Em outro caso, um autônomo de 43 anos, residente no Bairro Ana Carla, em Marília, viu um anúncio no site OLX de venda de um Chevrolet Prisma pelo valor de R$ 46 mil. Iniciou conversa pelo chat com um tal de Rodrigo (golpista) e ofereceu R$ 30 mil à vista.

O golpista disse que o veículo estava em nome de um cunhado mas de fato era dele.

Em contato com o verdadeiro dono do carro, um técnico em informática residente em Promissão, o golpista o orientou a trazer o mesmo para mostrar ao comprador, em Marília.

O comprador se interessou, levou o carro em um mecânico de sua confiança e no dia seguinte foram juntos a um cartório de notas no centro de Marília para concretizar o negócio.

No trajeto, o comprador ainda perguntou ao dono do carro sobre seu parentesco com o tal de Rodrigo, o qual confirmou. Orientados pelo golpista, ambos não falaram em valores nem dados sobre qual conta seria depositado o dinheiro do negócio.

Quando estavam no cartório, o comprador e o vendedor receberam mensagem via Whatsapp enviada pelo golpista, mostrando recibo de um depósito de R$ 46 mil feito por ele na conta do dono do carro.

Após a assinatura do recibo de transferência pelo dono do carro, o comprador foi sozinho até uma agência do Banco Santander e fez o depósito de R$ 30 mil na conta indicada pelo golpista, em nome de uma mulher, em uma agência de Presidente Prudente.