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  • Da redação

"TREM DA ALEGRIA": prefeito Daniel Alonso continua com avalanche de nomeações de cargos co



Desde que a Câmara de Marília aprovou a criação de um novo "trem da alegria" com quase 100 novos cargos comissionados na Prefeitura, praticamente todos os dias o Diário Oficial do Município vem recheado de novas nomeações de ocupantes desses cargos, sem concurso público e com salários médios de R$ 5 mil mensais.

Além desse festival de nomeações no cabidão de cargos na Prefeitura, o prefeito Daniel Alonso (PSDB) enviou uma proposta à Câmara Municipal, em sessão extraordinária nesta segunda-feira (20), criando um cargo comissionado de Assessor Especial de Relações Internacionais.

"Vai fazer o que o titular desse cargo? Vai conversar, vai viajar, vai o quê?", questionou o vereador Luiz Nardi (PR).

O referido cargo foi embutido em forma de substitutivo em um projeto de lei da Prefeitura extinguindo um cargo referência C2 (salário em torno de R$ 4 mil) e criando também um cargo comissionado referência C1 (salário em torno de R$ 8 mil) na secretaria municipal de Planejamento Econômico. Esse tipo de substitutivo é chamado de "jabuticaba" por parlamentares.

A proposta do prefeito de criação do tal cargo de "Assessor de Assuntos Internacionais" foi rejeitado por unanimidade pelos vereadores.

CORTE DE BENEFÍCIOS DOS SERVIDORES DE CARREIRA

Enquanto criou quase 100 novos cargos em mamata sem concurso público, Daniel Alonso anunciou o corte de todas as horas-extras de servidores efetivos. O reajuste salarial da categoria, no ano passado, foi de apenas 2% e para este ano o secretário municipal da Fazenda, Levi Gomes, disse que ainda não há nenhum índice definido.

Também não deu nenhum sinal sobre a implantação do Plano de Carreira da categoria. No início do mandato, em fevereiro de 2017, mancomunado com a Câmara Municipal, ele conseguiu anular um Plano de Carreira que havia sido aprovado na gestão anterior e prometeu que em 90 dias (até maio de 2017) enviaria um novo projeto de Plano de Carreira à Câmara Municipal, para beneficiar os servidores. Tudo balela! Até hoje a tal promessa não saiu, aliás nem entrou, no papel.


SÓ ALEGRIA! Jonathan Sprada, namorado da filha do prefeito, Márcio Espósito

(ex-gerente da capenga Casa Sol, em Bauru e atual chefe de gabinete da Prefeitura),

Daniel Alonso e o secretário Vanderlei Dolce (também ex-chefe da Casa Sol), além de

Cidimar Luiz Furquim (diretor de Licitações): todos no cabidão de cargos sem concurso público

na Prefeitura, que custa milhões para o povo


A MENTIRA DO PREFEITO NA CAMPANHA ELEITORAL

Entre as enganações de Daniel Alonso, como a candidato a prefeito em 2016, esteve a promessa de acabar com todos os cargos comissionados na Prefeitura.

"Evidentemente que eu sou absolutamente contra qualquer cargo que não seja concursado. Ou seja, esses cargo comissionados, nós vamos acabar com isso", mentiu o prefeito, na campanha eleitoral.

PROCURADORIA MANDOU EXTINGUIR CARGOS COMISSIONADOS

Determinação do desembargador do Tribunal de Justiça, Antonio Celso Aguilar Cortez, mandou o prefeito Daniel Alonso extinguir 64 cargos comissionados de assessores, como pessoas nomeadas no gabinete e coordenadores em várias secretarias municipais.

A ação contra os chamados "cabides de empregos" sem concurso foi movida pelo procurador-geral de Justiça do Estado, Gianpaolo Simanio, contra o prefeito Daniel e o ex-presidente da Câmara Municipal, Wilson Damasceno (PSDB).

No Projeto de Lei que criou o novo "trem da alegria", o prefeito fez uma manobra e apenas mudou as nomenclaturas de cargos comissionados, para dar um drible no Tribunal de Justiça e manter o cabidão de cargos na Prefeitura.

CRIAÇÃO DE 121 CARGOS COMISSIONADOS NO ANO PASSADO

Em abril do ano passado, a Câmara de Marília aprovou a criação e recriação de 121 cargos comissionados na Prefeitura. A votação foi, na prática, uma manobra para tentar manter dezenas de cargos comissionados que o Tribunal de Justiça do Estado, por liminar, já mandou o prefeito extinguir, no ano passado. A intenção da Prefeitura, com a votação, foi "legalizar" os cargos para que, na decisão do mérito, o desembargador do TJ pudesse reverter a decisão de extinguir os cargos comissionados.

O substitutivo do projeto, de prefeito Daniel Alonso (PSDB criou 121 funções para cargos comissionados na Prefeitura. Nesse bolo, de fato, foram criados 81 novos cargos comissionados. Outros 40 foram renomeados.

Após a manobra, o Projeto foi juntado na ação que tramitava no Tribunal de Justiça, exigindo a extinção de 107 cargos comissionados na Prefeitura de Marília. O objetivo foi tentar convencer o TJ a acatar a "legalização" e fazer com que a referida ação judicial perdesse o objeto.








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