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  • Da redação

Ladrão que assaltou a mesma farmácia quatro vezes em Marília é condenado a 7,9 anos de cadeia. Vítim


Um elemento acusado de roubar uma mesma farmácia quatro vezes, durante a madrugada, no centro de Marília, foi condenado a 7 anos e 9 meses de reclusão em regime fechado. Os roubos, na Drogaria São Paulo, ocorreram durante a madrugada. O primeiro roubo foi no dia 20 de janeiro deste ano.

O acusado, Eduardo Domingos, já cumpre prisão preventiva decretada pela Justiça a pedido da Polícia Civil. A sentença foi do juiz Luis Augusto da Silva Campoy, da 1ª Vara Criminal do Fórum de Marília.

O acusado, mesmo reconhecido pelas vítimas, negou os crimes. Disse que foi abordado no bairro onde morava, na Zona Oeste e foi pego por causa de uma camiseta.

Após dois dias foi decretada sua prisão. Alegou que seu nome surgiu por causa de camiseta igual à que foi usada no assalto. "Porém, sua versão não convence e a provas demonstram que praticou os crimes. As provas demonstram que o réu ameaçou a vítima para subtrair os bens", citou o juiz.

A vítima, um atendente de caixa, disse que no primeiro roubo estava trabalhando e o ladrão chegou como se fosse um cliente normal e abordou o depoente, fez menção de que estava armado, pediu e levou o dinheiro do caixa. Não se recorda quanto o réu levou na primeira vez.

Na segunda vez, ele estava do outro lado da loja e o ladrão foi até ele dizendo que era um assalto, pedindo para entregar o dinheiro. A vítima pegou o dinheiro e entregou ao larápio. O ladrão queria mais e começou a se exaltar. O atendente disse que não tinha mais e o ladrão foi embora.

Na terceira vez o bandido chegou tumultuando. Pediu dinheiro e o atendente entregou novamente. Ficou afastado porque os assaltos ocorriam somente quando ele estava na loja.

Na quarta e última vez o ladrão começou a chamar o atendente de caixa fazendo menção que estava armado e pediu novamente o dinheiro. Geralmente o larápio estava de boné e chamava a vítima e para pegar o dinheiro. Desta vez um funcionário pegou o dinheiro porque o atendente estava em estado de choque.

Declarou que não viu arma de fogo com o ladrão, sendo que o mesmo somente colocava a mão sob a roupa e mencionava estar armado. Das últimas vezes o bandido estava mais alterado, chegando a puxar a mão da vítima, pedindo mais dinheiro. O ladrão foi reconhecido pessoalmente em juízo com a colocação de mais duas pessoas juntamente com o mesmo na porta da sala de audiências.

Outro homem que trabalha no estabelecimento comercial disse que estava na farmácia nas quatro vezes que ocorreram os assaltos. Viu o autor do roubo no último. No primeiro, o depoente estava atendendo uma cliente. Na segunda o atendente estava com o depoente no balcão e o autor do roubo chamou por ele para assaltar.

Na terceira tinha ido para o intervalo e não viu os fatos. Na quarta o autor do roubo chegou no balcão. o comerciante viu o ladrão e começou a chorar.

Declarou que o ladrão simulava estar com uma arma. Na quarta vez, a testemunha que pegou o dinheiro e entregou ao réu. Após este último roubo, o comerciante precisou ser levado para o hospital em estado de choque. Está em estado de choque até hoje, faz tratamento com psiquiatra, afastou-se do trabalho por alguns dias e toma medicamentos por conta dos assaltos.

Um policial militar, disse que participou de três ocorrências. O ladrão entrou na farmácia, anunciou o assalto, simulou estar armado, pegou o dinheiro e saiu duas vezes à pé e uma de bicicleta. Por filmagens, o larápio foi identificado, conduzido até a delegacia onde uma das vítimas o reconheceu como sendo o autor dos roubos.

Outro policial militar declarou que participou da ocorrência do primeiro roubo. Foi até a farmácia por conta de informações de que havia ocorrido roubo. No local, as vitimas relataram que o indivíduo entrou na farmácia e anunciou o assalto e lhe foram entregues valores. O ladrão fugiu com uma bicicleta e não foi localizado nas buscas. Na busca de imagens, estas foram colhidas e levadas até a delegacia.

Em outro momento, pelo fato do réu ser contumaz naquela região, a outra equipe o reconheceu porque ele estava com a mesma camisa que estava na filmagem. Feitas diligências onde foi feito reconhecimento. Em seguida, foi liberado e após foi expedição mandado de prisão e o mesmo foi preso.





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