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  • Da redação

Pequenos furtos em supermercados movimentam PM e toda a estrutura da CPJ. Autores são liberados pela


Casos de pequenos furtos, mesmo com os produtos recuperados, movimentaram a Polícia Militar

e toda a estrutura da CPJ (Central de Polícia Judiciária)



Dois casos envolvendo pequenos furtos em grandes supermercados de Marília terminaram com os autores liberados pela improcedência do ato e pela insignificância dos produtos subtraídos que motivaram as ações policiais.

O primeiro caso ocorreu no final da tarde desta sexta-feira, um segurança do Supermercado Tauste Norte, observou pelas câmeras de monitoramento que um homem pegou uma garrafa de uisque Chivas Regal e retirou o lacre do produto.

O segurança foi até o caixa e observou quando o cliente, de 32 anos, passou e não pagou pelo uisque. O homem foi abordado e dentro da mochila dele estava a garrafa, sem o lacre. O produto foi recuperado.

A direção do Tauste acionou a Polícia Militar. Uma viatura foi até lá, abordou o acusado, ouviu a testemunha e fez a ocorrência (Termo Circunstanciado).

Após todos esses trâmites, o homem foi conduzido à CPJ. Lá, o delegado plantonista registrou o caso como o chamado crime impossível (Artigo 17 do Código Penal), uma vez que a garrafa de uisque foi recuperada pela equipe de seguranças antes que cliente saísse do Supermercado. Caso segue como averiguação.

O SEGUNDO CASO, NO PÃO DE AÇÚCAR

Na manhã do sábado (1°), o marceneiro A.C.S, de 19 anos, residente na Zona Norte de Marília, foi detido por policias militares após sair do Supermercado Pão de Açúcar, acompanhado de uma mulher de 20 anos, carregando um sacolinha com alguns produtos, sem passar pelos caixas do estabelecimento.

Na abordagem, foi constatado que na sacolinha havia um desodorante, dois Gilletes e dois cremes corporais.

O casal foi conduzido à CPJ, onde o rapaz inocentou a companheira da ação, disse ser viciado, estar sem dinheiro até para alimentação, estava arrependido do ato e que pretendia trocar os produtos por drogas.

Conforme consta no B.O, o delegado plantonista entendeu que "deve se analisar com muita presciência a possível presença de alguns pressupostos, evitando, a priori, indevida prisão cautelar, sendo ponderado neste ato, o valor da rés furtiva que é de cerca de R$ 50, a ofensividade mínima da conduta do agente a ausência de periculosidade social da ação, o reduzidíssimo grau de reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da lesão jurídica provocada, o princípio da insignificância que tem sido acolhido pela jurisprudência do STF, deve ser analisado em conexão com os postulados da fragmentariedade e da intervenção mínima do Estado em matéria penal, registrando o presente". Os produtos foram apreendidos, o rapaz liberado e o caso enviado ao DP da área.


















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