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  • Da redação

FEITO HISTÓRICO: Nadadora mariliense Duda Sumida chega em 6° e vai disputar a Final B dos Jogos Pana


Dona de vários recordes nacionais de natação, entre eles o Campeonato Brasileiro Júnior de Natação, atleta mariliense Duda Sumida competiu no início da tarde de hoje (9) representando o Brasil nos Jogos Panamericanos que acontecem em Lima (Peru).

Ela disputou os 400 Medley (borboleta, costas, peito e livre) com oito atletas e chegou em sexto lugar. Com isso, à noite, Duda Sumida, que já está entre as 16 melhores nadadoras nos países das Américas, competirá na Final B, que classificará do 9° ao 16° lugares. Duda é atleta da Academia Dudu Sport Center de Marília.

A convocação dela ocorreu por conta da conquista da medalha de prata no Troféu Maria Lenk, realizado este ano no Rio de Janeiro, na prova dos 400 metros medley, com o tempo de 4 minutos 51 segundos e 30 centésimos. Esta é a primeira vez na história que Marília tem uma mulher convocada para uma Seleção Brasileira Adulta.

Duda passou por todas as categorias de base da seleção e acumula títulos importantes, como: o Multinathions e Sul-Americano, além da participação no Mundial Junior em 2017”.

PERFIL DE CAMPEÃ

Focada. Se tem uma palavra que define bem Maria Eduarda Sumida, Duda sempre treinou na cidade com o pai, Eduardo Sumida, o Dudu e defende o Pinheiros desde o petiz 1. Com 19 anos Duda é versátil e já acumula quebras de recordes de duas das melhores nadadoras da história do Brasil: Poliana Okimoto e Joanna Maranhão. Ela fala dos objetivos com firmeza e tranquilidade: para esse ano, o Mundial Junior, para 2020, as Olimpíadas de Tóquio.

Você sempre treinou com o seu pai? Sim. Ele dá aula de natação para bebês e crianças, aprendi com ele desde os 5 meses de idade. Nunca treinei com outra pessoa.

E sempre deu certo? Sempre deu certo. A gente se entende muito bem como atleta e técnico. Em casa, tentamos não falar de treino, falamos de outras coisas, vemos outros esportes, e acompanhamos as notícias da natação.

Seus pais foram atletas? Meu pai foi jogador de futebol e minha mãe jogava volei. Ele chegou a ser profissional, jogava mais futsal, no final que começou a jogar futebol. Minha mãe não chegou a ser federada porque os pais dela não apoiavam muito.

Com você parece diferente… Sim, é bem diferente. Os dois me apoiam muito.

Você fez outros esportes? Quando era mais nova eu cheguei a fazer ballet e vôlei, mas não sou muito boa em esporte coletivo. Sou muito competitiva. E sempre gostei de nadar, sempre me dei bem na água. Sou sempre a pessoa mais determinada, sou muito focada. Eu gosto muito da água, quando entro parece que tudo que está fora não tem sentido mais, só nadar. Eu tenho objetivos muito altos, então nunca faço por obrigação, por ser a filha do técnico. Faço porque eu gosto.

Que objetivos são esses? Eu quero muito ir para as Olimpíadas de 2020.

Quando surgiu esse desejo de ir para Olimpíada? Desde pequena, quando comecei a competir e ver mais natação, sempre quis muito ir para a Olimpíada. Comecei a achar mais possível no final do ano passado. Conversei com meu pai e falei que é isso que eu quero. Ele disse que se eu quero vamos começar a visar isso.

Você escreve seus objetivos em algum lugar? Comecei a escrever, mas não sei se continuo. Eu gosto de marcar no celular, como plano de fundo, para ver sempre. Antes de começar o ano meu pai sempre senta e fala para escrever o que eu quero fazer no ano. Ele faz isso com todos os atletas dele e escreve os dele também. Antes de competição também, ele escreve o que espera, coloca até as parciais.

Quando era petiz 2 você bateu um recorde histórico da Poliana Okimoto no 400 livre. Como foi? Você nadou sabendo do tempo? Sabia, eu queria muito bater aquele recorde. Meu objetivo era bater no Paulista, mas acabei batendo no Brasileiro Infantil. Como eu era petiz 2, nadei a final sozinha, porque a regra era que os petizes podiam nadar a final só se ficassem entre os 3 primeiros na eliminatória, mas sem tirar vaga de nenhum infantil. Então teve a série do infantil e a minha separada. Nadei sozinha e bati o recorde. Fiquei muito feliz.

(Fonte: yesswim.com.br)









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