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  • Da redação

BADERNA ADMINISTRATIVA: Após revolta, prefeito Daniel Alonso anuncia que só vai pagar restante do 13


Prefeito Daniel Alonso durante show milionário bancado pela Prefeitura, na sexta-feira: gastos extravagantes e atrasos nos pagamentos de servidores ativos e aposentados


O prefeito Daniel Alonso (PSDB) divulgou Nota nesta segunda-feira (23) anunciando que os pagamentos da segunda parcela dos servidores aposentados e inativos da Prefeitura só será paga no final do mês (dia 30).

A manifestação dele ocorre após revolta da categoria nas redes sociais e coim gastos extravagantes do prefeito com a criação de novos trens da alegria de comissionados (contratados sem concurso público) e show artístico bancado pelos cofres públicos.

"INDIGESTO"

Em entrevista à imprensa, recentemente, Alonso declarou "ser indigesto ter que pagar o Ipremm". Praticamente desde o início de seu mandato ele não vem repassando a parte patronal ao Instituto, criando um rombo de mais de R$ 120 milhões somente na atual gestão.

Além dos atrasos nos salários, os aposentados e viúvas do Ipremm ((Instituto de Previdência do Município de Marília) também vêm amargando atrasos no pagamento do "vale-alimentação" de R$ 170, que deve ser pago até o dia 16 mas caba sendo depositado somente no final de cada mês.

No mês passado, aposentados e viúvas do Ipremm se humilharam fazendo protestos em semáforos no centro de Marília. Situação vergonhosa! Mesmo com apitaço e protestos na porta da Prefeitura, Daniel Alonso não atendeu a categoria e não deu nenhuma satisfação.

As cenas deprimentes e o descaso da atual gestão com os beneficiários do Ipremm acontecem após o prefeito inventar um tal sistema de "escalonamento" e atrasos de pagamentos.

Beneficiários do Ipremm impetraram várias ações judiciais requerendo pagamentos de seus proventos em dia. A Vara da Fazenda Pública de Marília concedeu liminares obrigando a Prefeitura a fazer os pagamentos até o 5° dia útil de cada mês. Mas, a atual gestão recorreu e derrubou as determinações judiciais, prevalecendo assim os atrasos e castigos à categoria.

PROTESTO: Aposentados e viúvas do Ipremm no centro da cidade

HUMILHAÇÃO: Aposentados e viúvas do Ipremm em manifestação nos semáforos do centro


Um aposentado entrou em contato com o JP reclamando da situação e disse que, além de não encontrar remédios nas farmácias do Município, ainda não podem comprar nas farmácias particulares porque estão sem salários.

Depoimento de uma aposentada, professora Carmém Ribeiro, em vídeo revela o drama dos aposentados e pensionistas e o arrependimento da categoria (servidores municipais) e seus familiares, que foram decisivos para a eleição do atual prefeito no pleito de 2016.


Protestos de aposentados e pensionistas do Ipremm na porta da Prefeitura, por atrasos de pagamentos no mês passado: situação deprimente e descaso do prefeito Daniel Alonso se repete este mês

IPREMM VAI QUEBRAR

Mônica Silva, presidente do Ipremm e o prefeito Daniel Alonso: rombo!

Em audiência pública na Câmara Municipal, no mês passado, a presidente do Ipremm (Instituto de Previdência do Município de Marília), Mônica da Silva, disse que o órgão está "indo ladeira abaixo".

Apontou como o principal problema o déficit entre pagamentos e contribuições de aposentadorias, em relação aos servidores mais antigos. "Esses mais antigos avançam nas contribuições dos mais novos e isso não é justo", observou. Ela disse que o Ipremm indicará "algumas medidas" (não citou quais) para "ajustar" esta situação.

"SE NÃO HOUVER REFORMAS NÃO HAVERÁ DINHEIRO"

Sobre o cálculo atuarial, a presidente do Ipremm disse que o Instituto necessitaria de R$ 2,4 bilhões para finalizar os pagamentos de aposentadorias e pensões de todos os 7.282 servidores municipais até 2039.

"Precisamos de meios de capitalização para essa projeção", disse ela, sugerindo reformas no sistema do Ipremm. Ela apelou aos vereadores para terem "responsabilidade nas propostas e aprovações de concessões de benefícios salariais para os servidores. As concessões de benefícios sem estudos é nefasta".

Observou as quedas de patrimônios e repasses do órgão e que nos primeiros quatro meses deste ano o Instituto teve aumento de cerca de 13% ou quase R$ 1 milhão na folha de pagamento, incluindo o reajuste salarial de 5% aos servidores. "Precisamos de R$ 20 milhões no caixa hoje. Nem tenho coragem de passar isso ao prefeito", disse Mônica. O caixa do Ipremm hoje tem cerca de R$ 16 milhões. "Se não houver reformas, não haverá dinheiro para pagar os servidores ativos e nem os inativos".

Ela afirmou que o Ipremm tem R$ 280 milhões (dívidas da Prefeitura) "de uma massa falida". Mônica disse que a Prefeitura deveria repassar atualmente R$ 9,3 milhões mensais para o Ipremm. Hoje, o repasse é de cerca de R$ 2 milhões.

A dívida atual da Prefeitura com o Ipremm é de cerca de R$ 90 milhões (entre aportes repasses patronais). Os pagamentos de parcelamentos de dívidas de cerca de R$ 200 milhões deixadas por gestões passadas estão em dia. O último parcelamento de dívidas foi aprovado pela Câmara Municipal em dezembro de 2016, último ano da gestão de Vinícius Camarinha.

O diretor financeiro do órgão, Fabiano Monteiro, mostrou que os valores de pagamentos de aposentadorias e pensões aumentaram cerca de R$ 900 mil apenas entre dezembro de 2017 e dezembro de 2018. "Assustador! Uma angústia constante que se agrava a cada dia", comentou.

"O INSTITUTO VAI QUEBRAR"

O secretário de Governo da Prefeitura, Alysson Alex de Souza e Silva, participou da audiência e também fez previsões terroristas. "O colapso está à porta e o Instituto vai quebrar em três anos. Isso é uma realidade, vai quebrar e é assustador". Ele comparou o Ipremm à uma pirâmide que está tombando a cada ano.

Comparando as finanças do órgão a "cobertor de pobre", ele sugeriu a criação "para ontem" de uma comissão para estudar o colapso do Ipremm "e pensar uma reforma geral no órgão". Em dezembro de 2016 a folha de pagamento mensal do Ipremm era de cerca de R$ 6 milhões e hoje está em torno de R$ 9 milhões. "Estamos vivendo nesta gestão o pior momento da economia, com frustração de receitas e aumento de despesas", disse o secretário. "Com esses números apresentados pela presidente do Ipremm confesso que entrei em choque", disse Alysson.