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  • Da redação

Prefeito Daniel Alonso retira quase R$ 200 mil da Saúde para gastar com reformas de museu de dinossa


O prefeito Daniel Alonso (PSDB) publicou no Diário Oficial do Município desta quinta-feira (3), um decreto onde retira R$ 196 mil de verbas da Saúde para investir na construção de um mirante no buracão da Via Expressa e reformas do Museu de Paleontologia (dinossauros).

A obra custará, inicialmente, R$ 208 mil aos cofres públicos. O tal mirante não servirá para nada, já que no local existe apenas abismos.

REVOLTA POPULAR IMPEDIU RETIRADA DE MAIS VERBAS DA SAÚDE

Recentemente, após pressão e revolta popular, o prefeito Daniel Alonso resolveu cancelar um projeto de lei, que já estava na Câmara Municipal, onde ele pretendia retirar mais de R$ 2,6 milhões de verbas da Saúde e da Educação em Marília, além de outras áreas, como Assistência Social, para gastar mais quase R$ 6 milhões na construção de um centro de esportes na Zona Sul de Marília.

FALTAM REMÉDIOS E ATÉ FRALDAS NAS UNIDADES DE SAÚDE

Enquanto o prefeito retira mais verbas da Saúde para construir mirante em buracão, a população dos bairros continua sendo castigada com a falta de remédios, insumos e até fraldas geriátricas nas Unidades de Saúde.

AÇÕES JUDICIAIS

Entre a avalanche de ações judiciais da população carente contra a atual gestão para tentar conseguir remédios, estão as que pedem fraldas geriátricas, destinadas a idosos doentes e acamados.

Já são várias sentenças onde a Justiça vem condenando a Prefeitura a fornecer fraldas geriátricas para idosos.

"Embora não sejam medicamentos, as fraldas pleiteadas são necessárias para a manutenção da higiene e qualidade de vida da autora da ação, com inquestionáveis reflexos positivos em sua saúde. Estando a necessidade de recebimento de fraldas geriátricas lastreada em prescrição médica, o fornecimento das mesmas se insere no âmbito do dever de atendimento à saúde ", cita o juiz da Vara da Fazenda Pública de Marília, Walmir Idalêncio dos Santos Cruz, nas sentenças.

Com muitos transtornos e irritação pelo desrespeito e relaxo da Prefeitura, famílias carentes recorrem à Defensoria Pública, que ingressa com as ações judiciais. Enquanto tramitam os processos, os idosos aguardam com o sofrimento, até a entrega das fraldas, o que muitas vezes demora meses.

Recentemente, a neta de uma idosa registrou um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil, pois nem mesmo com a ordem judicial a Prefeitura estava entregando as fraldas para a paciente.VEJA QUI

"É dever do Poder Público garantir-lhe o acesso aos tratamentos de saúde específicos para o seu problema, sendo, pois, legítimo o pleito deduzido em juízo. Ciente da demanda por medicamentos, insumos e tratamentos médicos, é de responsabilidade do Poder Público fazer o aporte financeiro necessário para custeio dessas despesas. Em outras palavras, a peça orçamentária de cada ano deve incluir valores suficientes para atendimento dessa demanda", mencionam as sentenças. Em muitos casos a Justiça determina multa diária em média de R$ 200 pelo descumprimento das determinações.

BOLETIM DE OCORRÊNCIA E INDENIZAÇÃO

Moradora registrou até B.O na Polícia para obrigar a atual gestão a cumprir determinação judicial entregar fraldas geriátricas para idosa

A gestão Daniel Alonso segue causando transtornos à pacientes e famílias que não conseguem medicamentos, insumos e fraldas geriátricas nas Unidades de Saúde. Nem com ordem judicial, uma idosa. M.V.N, de 84 anos, residente no Núcleo Novo Horizonte, na Zona Leste de Marília, conseguiu medicamentos e fraldas.

Após enfrentar riscos e transtornos e aguardar três meses pela entrega determinada pela Justiça, ela recorreu novamente ao judiciário. Desta vez, o juiz da Vara da Fazenda Pública de Marília, Walmir Idalêncio dos Santos Cruz, condenou a Prefeitura a pagar R$ 6.400,00 à idosa, por descumprimento de sentença (não entrega dos medicamentos).

IDOSA MORREU SEM ASSISTÊNCIA

Em outro caso, uma idosa acabou morrendo sem ter assistência médica do Estado e da Prefeitura, mesmo após ordem judicial para realizar os atendimentos emergenciais, sob pena de multas.







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