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  • Da redação

Com uma vida feita de desafios, o vitorioso empresário Reinaldo Pavarini é homenageado pela Câmara d



Reinaldo Pavarini com o Diploma e a Medalha de Mérito Cívico, conferidos pela Câmara de Marília


Replan: Reinaldo Pavarini, Lilian, Aline e Nilse. O nome da empresa, formado pelas iniciais dos nomes dos membros da família de seu proprietário, o administrador de empresas (formado pelo Univem) e empresário Reinaldo Pavarini, 67 anos, traduz a base de união, seriedade e sustentação da empresa que este ano completou 42 anos de fundação em Marília.

Reinaldo e as filhas Lilian e Aline atuam na empresa ao lado de três dos sete irmãos dele, dois sobrinhos e um genro. O núcleo familiar comanda uma equipe de 214 funcionários (dos quais 8 engenheiros, 16 mestres de obras e 40 operadores de máquinas) além de equipes de administração, logística e apoio técnico, responsáveis por mais de 350 obras espalhadas por todo o Brasil. Há engenheiros que estão atuando na Replan (fruto da fusão com a Esaga, em 2004) há quase 30 anos.

"Nossa principal preocupação é com a qualidade dos serviços. Obras da Replan não podem dar problemas e caso surja algum, imediatamente nossa equipe vai ao local para resolver. Temos um grande zelo pela garantia da qualificação de nossos trabalhos desde que a empresa foi constituída", explica Reinaldo.

Nilse, esposa de Reinaldo Pavarini recebe flores durante solenidades na Câmara de Marília

TRABALHO E DESAFIOS

Reinaldo tem uma trajetória marcada por trabalho e desafios. Desde criança, atuava na lavoura no Distrito de Avencas, lugar que seus pais, o servidor público municipal (fiscal de posturas) Carlos Pavarini Filho (in memorian - 9/10/1921- 31/10/1989) e a servidora pública estadual (inspetora de alunos), Wanda Manfrin Pavarini escolheram para fixar moradia ao chegarem de Colina (SP).

Muitas vezes o hoje empresário andava vários quilômetros a pé ou de bicicleta para trazer produtos da roça para Marília.

Reinaldo é o segundo dos oito irmãos (quatro homens e duas mulheres). Aos 14 anos, decidiu buscar oportunidades de trabalho em empresas e conseguiu um emprego na Indústria e Comércio Sasazaki, que funcionava na Avenida Nelson Spielmann, onde ajudava a montar pequenas máquinas de semear sementes na terra. Com parte do salário que recebia, comprou uma bicicleta nova em 24 parcelas na Lojas Arapuã.

Seu segundo emprego foi de caixeiro (espécie de ajudante-geral) na Casa Libanesa (secos e molhados, na Rua 9 de Julho com a Avenida Brasil). trabalhou como balconista no Bazar Pioneiro (na Rua Armando Prado), na Vila Nova.

Após servir o Exército (Tiro de Guerra), Reinaldo mirou em novos horizontes e viu na expansão da capital paulista ("Milagre Econômico") novas oportunidades de trabalho.

Em São Paulo, onde residiam muitos parentes seus, fez o curso de Técnico em Contabilidade. Com os parentes, Reinaldo chegou a abrir uma empresa de embalagens de madeira (caixas e engradados). Mas, pouco tempos depois, com o surgimento do plástico neste segmento, a empresa ficou inviável.

Ele teve várias outras oportunidades de trabalho em indústrias de São Paulo. Mas, como era o predileto de seu pai para ajudar nas campanhas políticas, recebeu ligações e pedidos para retornar a Marília.

Na volta à cidade natal, Reinaldo conseguiu um trabalho de contínuo (serviços externos) no Unibanco, onde logo "pulou para dentro" e exerceu várias funções e chegou a tesoureiro, caixa e subcontador. Ficou descontente quando lhe prometeram uma vaga de gerente no banco e não lhe deram.

"Nesta oportunidade, meu pai estava bem alinhado com o então vice-prefeito, Theobaldo de Oliveira Líryo, que era presidente da recém-criada Codemar e, com medo que eu voltasse para São Paulo, sugeriu que eu assumisse um cargo na Companhia".

Após, conversações, Reinaldo foi à Codemar falar com o dr. Theobaldo. "Ele me informou sobre uma função espinhosa e usou o termo tirar leite de pedra. Em resumo, convencer os moradores dos bairros a pagar pelo asfalto. A maioria das ruas em Marília ainda eram de terra ou paralelepípedos", lembra.

Reinaldo assumiu a função no setor de cobranças e à noite cursava Administração de Empresas da então Fundação Eurípides (atual Univem).

"As opções eram financiamentos em até 24 meses na Caixa ou cinco parcelas na Codemar. Criei um sistema na Codemar onde moradores humildes poderiam pagar e até 40 ou 50 meses pelos carnês. Montei uma equipe e controlava seis cobradores que saiam de manhã e voltavam no final da tarde. Resultado: foi criada uma bela de uma carteira que possibilitou a Companhia comprar máquina e caminhões", recorda.

A FUNDAÇÃO DA EMPRESA QUE SE TRANSFORMOU NA REPLAN

Em 1977, ainda na Codemar e cursando Administração de Empresas, Reinaldo Pavarini decidiu abrir uma empresa. Nascia a Esaga (Esgoto, Água e Galerias). Teve como sócio o engenheiro Nilo Sérgio Martins Dantas.

A empresa consolidou-se no segmento, se fortaleceu pela qualidade dos serviços e, devido ao grande circulo de amizades de Reinaldo com administradores públicos, passou a realizar obras em Marília e dezenas de municípios do Estado.

"Amizade é fundamental na vida do homem. Sempre preservei amizades. Evidente que há divergências, mas ao longo da vida a gente vai aprendendo a engolir sapos. Aprendi isso com meu pai e até hoje sou amigo de pessoas e familiares que conviveram com ele", lembra Reinaldo.

Outra experiência de vida que ele comenta é gostar de desafios. "Sou um cara que quando desafiado, fica bom! Desde quando eu estudava, as vezes não estava indo bem, eu dizia: tenho que melhorar, concluir. No trabalho, na empresa sempre foi assim. Minha vida sempre foi feita de desafios".

EXPANSÃO PELO ESTADO

Desde 1978 (um ano após a fundação da empresa) mantém uma forte parceria com a estatal Sabesp. Além de obras por todo o interior paulista, fez a manutenção de todo o sistema hidráulico e de abastecimento da Praça da Sé (o centro geográfico da capital paulista).

"Atuamos com muito trabalho no conhecido Marco Zero de São Paulo. Trabalhávamos durante a noite, na década de 90, porque durante o dia o movimento na Praça da Sé é muito intenso", lembra Reinaldo.

Entre as obras do interior, a Replan executou o sistema completo de rede elevatória de tratamento de esgoto em Iguape (Vale do Ribeira).

Nos casos de calamidade pública e ações emergenciais, a Sabesp pode adjudicar direto (sem licitação) à Replan.

Praça da Sé e região: o coração de São Paulo teve a manutenção feita pela Replan

A qualidade dos serviços da empresa possibilitou ainda trabalhos via licitação com o DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica) do Estado, com trabalhos vinculados ao tratamento de esgoto (lagoas aeróbicas) , desassoreamentos e recuperação de bacias hidrográficas e outros.

Os grandes consórcios de empresas do Estado de São Paulo, formados para a realização de vultuosas obras, também têm a participação da Replan nos trabalhos de infraestrutura.

SERVIÇOS COMPLETOS EM LOTEAMENTOS

Outro reconhecido Knohol da Replan são os trabalhos realizados para loteadores e empreendedores do mercado imobiliário. A empresa especializou-se neste segmento e faz desde a terraplanagem completa, abertura de ruas, implantação de galerias de águas pluviais e redes de abastecimento de água e esgoto, até implantação de guias, sarjetas e pavimentação asfáltica.

"Além dos serviços garantidos, temos bons preços e especialização, Hoje, quase 100% dos serviços em loteamentos somos nós que executamos. Não só em Marília, mas para empreendedores de diversas regiões do Estado", explicou Reinaldo.

Atualmente, além de Marília, a Replan está atuando em São José dos Campos, Presidente Prudente, Avaré, Tupã, Pompéia, Itapetininga e outras cidades.

NAS CAMPANHAS POLÍTICAS DO PAI

"Santinho" de campanha que Reinaldo Pavarini guarda na carteira

Reinaldo criou laços políticos (embora nunca tenha exercido nenhum cargo eletivo), quando seu pai, Carlos Pavarini Filho (que trabalhou na Prefeitura por 35 anos anos como fiscal), decidiu se lançar candidato a vereador em Marília, no início Da década de 60.

"Fui o escolhido por meu pai para acompanhá-lo nas campanhas. Como não tínhamos dinheiro, o jeito era usar sola de sapato e andar muito para visitar amigos, familiares e entregar os "santinhos" (propaganda de papel) que meu pai ganhava do partido pelo qual era candidato".