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  • Da redação

"Movimentação suja e desonesta", dizem segmentos LGBTs após postagens de Daniele Alonso na


Parte do texto de manifesto do movimento LGBT e Dani Alonso: polêmica nas redes sociais

Segmentos do movimento LGBT em Marília publicaram neste sábado (9) uma Nota Pública onde repudiam o que consideram "ataques velados que determinados setores da cidade vêm fazendo para manter a polarização que assola o país".

A publicação foi feita a partir da página Coletivo Arco Íris, no Facebook, após postagem de Daniele Alonso (filha do prefeito Daniel Alonso) comentando temas do Enen.

"LGBTs e negros são mortos todos os dias e religiosos deveriam estar espalhando o amor", comentou Jefferson Martini, um dos coordenados do movimento em Marília, em sua página na rede social. No mesmo espaço, Dani Alonso rebateu: "Triste quando o preconceito está na mente de vocês mesmos. Eu não acho que LGBTs sejam assuntos para serem pautados o tempo todo, uma vez que para mim é tão natural a convivência, o respeito e inclusive a amizade".

NOTA PÚBLICA

Repudiamos os ataques velados que determinados setores da cidade vêm fazendo para manter a polarização que assola o país.

Fazemos das palavras do Jefferson, presidente e militante do Coletivo Arco Íris em Marília, as nossas palavras.

Desde a ampliação da movimentação nas redes sociais, perfis de pessoas próximas ou ligadas ao Prefeito Daniel Alonso, da sua filha, Daniele Alonso, do MBL e bem como de alguns webjornalecos, tem usado as redes sociais apenas para promover ódio contra as ditas ‘minorias’ e grupos que lutam por direitos que outros grupos já possuem.

Movimentação suja e desonesta, que muito provavelmente é paga com dinheiro do governo municipal (e que está sob sigilo), para espalhar fakenews, fazer a promoção do ódio e atacar pessoas que apenas querem sobreviver com direitos que ainda não possuem, enquanto a casta rica e abastada da cidade sorri, acena e pede votos.

Não gostam de ser chamados de LGBTfóbicos e racistas, mas comemoram a ausência dos temas como LGBTfobia e racismo no maior exame do país, o ENEM, que abre vagas para algumas das melhores universidades do Brasil, universidades essas que por sua vez abrigam TODOS os ‘tipos’ de estudantes, principalmente, das camadas mais pobres e sofridas da população.

Todos os que atacam são formados, são bacharéis, são doutores, etc, mas lhes faltam conhecer o conceito de UNIVERSIDADE.

Reconhecemos, também, o grande trabalho sujo de alguns religiosos políticos da cidade, que usam das suas igrejas e da manipulação que fazem para com seus fiéis para difamar e atacar pessoas que pregam o amor e a valorização da família, independente das formas com que estas se constituem.

Até maio de 2019 eram 141 LGBTs mortos no Brasil, segundo relatório do Grupo Gay da Bahia. Já o IPEA, em relatório com edição de junho de 2019, mostra que 75,5% dos homicídios do país em uma década (2007 – 2017) são de pessoas negras.

Nosso povo negro, nossa gente colorida está morrendo e tem gente comemorando, pois querem fingir que não existimos, para que caiamos no esquecimento.

MAS NÓS NÃO ESQUECEREMOS! JUNTOS SOMOS MAIS FORTES! À LUTA!

Assinam: Igreja Tempo de Renovo ONG Collors

Delegados representantes: Pr. Juliano Belo Pra. Marianna Bastos M. Andrea Stefani Lemes Julio Cortez Thiago Silva Geralda Ferreira Meire Santos GOE Marcela Aparecida dos Santos

Marília, 9 de novembro de 2019.


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