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  • Da redação

Vítima de violência doméstica que teve olhos perfurados em Marília faz "vaquinha virtual"


Vítima de violência doméstica e tentativa de feminicídio, Maria Cleidiane Sacramento dos Anjos da Silva, de 29 anos, residente na Zona Oeste de Marília, teve os olhos atingidos com gravidade pelo ex-marido. "A visão é turva embaralhada do olho direito e o esquento já está completamente cego", relata.

Ela passou por transplantes dos olhos, porém houve rejeição e agora os médicos estudam fazer troca de córneas. As agressões ocorreram há dois anos.

Com duas filhas menores e vivendo apenas de auxílio de um salário mínimo do INSS, depois de perder o benefício do Bolsa Família, ela criou uma vaquinha virtual na internet para receber ajuda da comunidade. "As vezes falta dinheiro para comprar alimentos".

Os gastos com medicamentos de uso contínuo são de cerca de R$ 700 mensais, sem contar as despesas com gases, soro fisiológico para lavar os olhos e shampoo sem sal. "Porque tem ficado inflamado ao lado da pálpebra", explica.

Caixa de medicamentos de uso contínuo usados por Maria Cleidiane


Maria Cleidiane pretende arrecadar R$ 4 mil com a campanha virtual. Paralelamente ao drama com as vistas, ela se esforça para tentar cursar Direito em uma faculdade particular em Marília, onde já foi aprovada no vestibular da área. As aulas começam este ano, mas ela não tem dinheiro para pagar a matrícula do curso. A intenção dela é se formar e ajudar outras vítimas de violência doméstica na área jurídica.

O RELATO NA "VAQUINHA VIRTUAL"

"Me chamo Maria Cleidiane Sacramento dos Anjos da Silva. Tive ambos os olhos perfurados em acidente doméstico tentativa de homicídio de ex-marido, hoje lutando para minha recuperação e não tenho condições de comprar meus medicamentos e sobreviver com um salário mínimo apenas. Arrimo de família, tenho duas filhas. Gostaria de pedir ajuda para conseguir comprar medicamentos e pagar parcelas da faculdade que eu estou ingressando em direito para que eu possa realizar os meus objetivos e de fato mostrar que a inclusão, para aqueles que atribuem um tipo de deficiência como no meu caso (deficiência visual), ainda tem jeito. Peço a colaboração e agradeço desde já a todos. Se necessário, deixo o meu WhatsApp (14) 9812-6891 para mais informações".





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