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Inquérito sobre mortes de PMs na região é arquivado. Viúva e pivô do crime passional não foi indicia


Foi encerrado nos últimos dias e encaminhado ao Tribunal de Justiça Militar o inquérito militar sobre as mortes do sargento Luciano Agnaldo Rodrigues e do cabo e judoca Mário Sabino Júnior, ocorridas em 25 de outubro de 2019 (leia mais ao lado). Arrolada como testemunha do caso desde o início, a cabo Águida Heloísa Barbosa Rodrigues não foi indiciada no curso das investigações, segundo sua defesa, e já voltou ao trabalho. O conteúdo do relatório final das investigações com todos os laudos e depoimentos segue sob sigilo militar. Depende, agora, do Ministério Público (MP) oferecer ou não denúncia.

Como ambos os policiais morreram no dia da ação, existe a probabilidade de que o caso seja arquivado pelo tribunal. A Polícia Militar não informou se houve apontamento de eventual vítima ou indiciado pelo crime. E também ainda não há informações oficiais sobre a dinâmica do ocorrido no local dos fatos.

Ainda abalada, a cabo Águida preferiu não conceder entrevistas. Advogada que representa a policial, Mariana Storniolo Chioramital informou que ela segue com as terapias, lutando contra o transtorno de bipolaridade e o trauma sofrido. O retorno ao trabalho administrativo no Comando de Policiamento do Interior-4 (CPI-4) ocorreu após o período luto e férias de Águida.

"Ela foi muito julgada desde o primeiro instante e sem ter culpa. A companhia do filho dela (com sargento Agnaldo), de 22 anos, proporcionou um respaldo sentimental, que a ajudou a seguir em frente com a vida. Ele também foi muito importante nas investigações", cita a advogada.

LAUDO NEGATIVO

Em novembro, o JC noticiou que o laudo residuográfico, que apontaria possíveis vestígios de chumbo nas mãos de Águida, deu negativo.

No mesmo mês, em entrevista exclusiva ao jornal, a advogada Mariana contou a versão apresentada pela cabo Águida sobre o dia do crime. Ela contou não ter presenciado a possível troca de tiros, dizendo ter ficado abaixada no banco, após um primeiro disparado que teria sido efetuado por Agnaldo.

Relembre o caso

Conforme o JC publicou, o crime ocorreu em uma rua sem saída, paralela à avenida Antenor de Almeida, na região do Jardim Niceia, na noite de 25 de outubro. Na ocasião, o sargento Agnaldo estaria em seu intervalo funcional e o cabo Sabino voltava de uma viagem à serviço da corporação e ainda não tinha encerrado formalmente seu expediente quando se encontrou com Águida, no local dos fatos. A cabo estava de folga. Os corpos foram encontrados caídos a aproximadamente 15 metros de distância um do outro.

O judoca olímpico foi atingido por três tiros, um de raspão na têmpora direita, um no ombro e outro na nuca. Já o sargento Agnaldo sofreu cinco lesões, sendo uma na cabeça, uma no tórax, outra próxima à virilha direita e as últimas na coxa direita. Apreendidas no local, as duas armas - o revólver calibre 38 do sargento e a pistola ponto 40 de Sabino - foram disparadas. Águida disse à polícia ter acionado o Samu e informado a PM sobre o ocorrido ao avistar uma viatura em patrulhamento.




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