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  • Da redação

Vereador Marcos Custódio desiste de tentar a reeleição e "pensa" em propor salário mínimo


O vereador Marcos Custódio (PSC), não vai tentar a reeleição nas eleições de outubro, Já comunicou isso, inclusive, para sua assessoria.

Em seu terceiro mandato (após ficar suplente em 2008 e assumir em janeiro de 2011 no lugar de Amadeu de Brito, que renunciou por condenação criminal), Custódio se reelegeu em 2012 e em 2016.

Nos bastidores, o vereador alega "desgaste", principalmente no meio evangélico, após ter votado a favor do aumento de 29% nos salários dos vereadores para a próxima Legislatura. Ele também estaria descontente com "pressão desleal" do grupo de situação para apoiar a candidatura à reeleição do prefeito Daniel Alonso (PSDB).

SALÁRIO MÍNIMO

Custódio comentou nos bastidores da Câmara que está "pensando" em propor salário mínimo para vereadores da próxima legislatura (2021/2024).

Ele terá esta oportunidade, através de apresentação de emenda, na votação do projeto de lei que fixará os referidos salários e poderá entrar na pauta de votação ainda este mês.

Na Legislatura passada, Custódio votou contra um projeto de deliberação que pretendia fixar salário mínimo para vereadores da atual legislatura (veja abaixo).

PROJETO REJEITADO NA LEGISLATURA PASSADA

Em agosto de 2015 (legislatura passada) o vereador José Bássiga, o Goda (PHS), apresentou um projeto de lei propondo reduzir os salários dos vereadores de R$ 6.718,00 para R$ 788,00, correspondente ao salário mínimo da época.

"As maiores conquistas da Câmara aconteceram quando os vereadores trabalhavam sem remuneração", justificou Goda, que trabalha como agente de segurança penitenciária.

Na época em que ele apresentou a proposta, havia no Brasil uma onda de mobilizações pela redução de salários de vereadores, impulsionada por decisão nesse sentido tomada pela Câmara Municipal de Santo Antonio da Platina, no Norte do Paraná, onde um forte protesto da população fez o vereadores reduzirem os ganhos deles ao salário mínimo.

Isso ocorreu em uma sessão onde eles pretendiam aumentar os salários deles e do prefeito da cidade. O comércio baixou as portas e a população lotou na Câmara. A inversão do projeto ganhou repercussão nas redes sociais e fez pipocar protestos semelhantes pelo país.

O projeto foi apresentado como deliberação, ou seja, os vereadores votariam para decidir se ele ao menos entraria na pauta ou não. Depois de muita polêmica, o projeto foi votado como deliberação em março de 2016 e acabou sendo rejeitado por 7 votos contra 5.

Goda não se reelegeu. Ele havia sido eleito pelo PHS em 2012 com 1.014 votos. Em 2016 obteve 929 votos pelo mesmo partido.

Votaram a favor de discutir salário mínimo para os vereadores: Goda, Coraíni, Damasceno, Cícero do Ceasa e Zé Menezes. Votaram contra: Nardi, Marcos Rezende, Sônia Tonin, Silvio Harada, Capacete, Samuel da Farmácia e Marcos Custódio.. O então presidente da Casa, Herval Seabra, só votaria em caso de empate.








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