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  • Da redação

Jornalista José Ursílio é condenado a 2,11 anos de prisão pela Justiça Federal por crime contra a or


O jornalista e ex-ativista político José Ursílio (ex-editor do extinto jornal Diário de Marília), foi condenado pela Justiça Federal em Marília por crime contra a ordem tributária. A pena é de 2 anos e 11 meses de prisão no regime aberto. A pena foi substituída por duas restritivas de direito, sendo uma delas de prestação de serviços à comunidade. Cabe recurso à decisão.

O processo tramitou em segredo de Justiça e outras duas pessoas envolvidas foram absolvidas. A Ação foi instaurada após o jornalista usar uma agência de publicidade denominada Sinergia, em nome de parentes dele, para fazer transações financeiras ligadas à CMN (Central Marília Notícias), que editava o Jornal Diário e as Rádios Dirceu AM e Diário FM.

A mesma prática resultou condenação de Ursílio em processo que tramitou pela 1ª Vara Criminal do Fórum Estadual de Marília, onde ele foi condenado em julho de 2017 à pena é de dois anos de reclusão, em regime aberto, mais pagamento de multas, pela prática de Crime Contra a Ordem Tributária (Lei 8.137/90).

As penalidades foram substituídas por pagamento de um salário mínimo (R$ 937) à uma entidade de assistência social e cumprimento de prestação de serviços por dois anos também em entidade assistencial determinada pela Justiça.

O CADÁVER INSEPULTO DA CMN.

NINGUÉM SAIU FELIZ DE LÁ!

O que um dia já foi considerado um império de comunicação em Marília, hoje é o espectro de um castelo mal-assombrado em pleno centro da cidade. Enquanto seguem as demandas pelos tribunais de Justiça e as intrigas e litigâncias mal-resolvidas que reúne uma casta de personagens nada recomendáveis, a dona do prédio número 55 da Rua Coronel Galdino de Almeida (onde segundo historiadores já foi um cemitério indígena), tenta ao menos retomar a posse do imóvel.

Após a lacração do prédio pela Polícia Federal (a mando da Justiça) em 24 de janeiro de 2017, o local foi se deteriorando. Atualmente, as poucas pessoas autorizadas a entrar lá se deparam logo na portaria com um amontoado de correspondências vencidas e empoeiradas, em meio à contas de água e luz nas mesmas circunstâncias.

Mesmo quando em funcionamento, era comum a circulação de ratazanas (animais, mesmo!) lá dentro, oriundas também de prédios vizinhos que estavam abandonados (já demolidos).

O mal-cheiro é a "essência" de um cenário de abandono e assustador. Um ambiente carregado, pesado, pela forma como chegou ao fim.

Aliás, ninguém (leia-se proprietários e "cia") saiu feliz daquele prédio.

O empresário já falecido Juan Arquer Rúbio (que deixou o prédio como herança) comprou o Jornal Diário no início da década de 90 e se deu mal, com fracassos na linha política do jornal e das rádios da CMN, além de prejuízos financeiros

Ele "passou" a bomba para o também já falecido empresário Antonio Marangão, que depois "transferiu" tudo para o maquiavélico bancário aposentado Cardoso (Carlos Francisco) e a esposa dele, a médica Renata Baldissera Cardoso.

Cardoso saiu com a pecha de traidor dos "dois lados" que representava (Camarinha e Zé Ursílio). Entre os rolos que carrega nas costas (apesar da via nababesca que levou enquanto esteve lá) se lascou como fiador do aluguel do prédio que ora é alvo e uma ação de cobrança cumulada com despejo, que tramita pela 5ª Vara Cível do Fórum de Marília. Ele e a esposa figuram como fiadores e executados do débito, de cerca de R$ 200 mil. Nos autos, consta até a Casa Sol (do prefeito Daniel Alonso), como terceiro interessado.

Marangão saiu "atirando", quase que literalmente com a 380 que costumava carregar em uma maleta preta. Zé Ursílio, que posava de "dono", também de lascou! Levou um balão do Cardoso, foi enxotado pra fora da empresa com um pé no traseiro, saiu feito barata tonta, perdeu dinheiro, perdeu bens e carrega uma lista de processos em andamento e ,já cumpriu prisão domiciliar.

A última "sucessora", Sandra Mara Norbiato, é o mais recente exemplo do lastro de fiascos e prejuízos daqueles que um dia foram "executivos" do Jornal Diário e das Rádios Dirceu AM e Diário FM, que formavam a tal CMN (Central Marília Notícias), criada no início da década de 90 por Arquer Rúbio. Uma espécie da poderosa CNN americana.

Sandra, que poucas vezes pisou naquele prédio, não recebeu o que prometeram, caiu nas garras da Federal e se viu obrigada a fazer uma delação premiada para amenizar o chicote em seu lombo.

Paralelo a tudo isso, dezenas de funcionários ficaram do dia para a noite no olho da rua, sem receber seus salários e direitos trabalhistas.

Enfim, o que restou de tudo isso (sem contar o desastroso incêndio, em setembro de 2005, atentados e etc.) é o que certamente, em breve, vai virar entulho.

Um desfecho que a Justiça já deixou nas mãos da proprietária, ao lhe conceder a imissão de posse do prédio e sua desocupação, inclusive com arrombamento e reforço policial, se necessários. Veja o despacho:

A dona do prédio conseguiu a liberação do mesmo e teve que providenciar a retirada de sucatas, móveis, equipamentos e maquinários do prédio (como uma imensa impressora Alemã que, removida, também vai virar sucata), caixas e mais caixas de equipamentos de estúdios de rádios. Ela ficou como fiel depositária de todo esse trambolho e o prédio está à venda por cerca de R$ 2,5 milhões.

Tá difícil enterrar esse cadáver!







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