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Entidade aumenta pressão e realiza carreata pedindo a reabertura do comércio em Bauru para salvar 7


Após a Justiça garantir que o Sincomércio tem direito de se manifestar, os comerciantes de Bauru realizaram na manhã deste domingo (26) uma carreata pedindo a liberação do segmento, que voltaria a funcionar seguindo regras de higienização em virtude da pandemia de coronavírus.

Cerca de 100 veículos, entre carros e motos, percorreram a avenida Nações Unidas buzinando atrás de um trio elétrico, em forma de protesto. A polícia acompanhou o trajeto.

A carreata foi realizada com dois pontos de concentração. Inicialmente, o carro de som e mais alguns veículos saíram de frente da churrascaria Porteira do Rio Grande e seguiram pela Nações Unidas em direção ao segundo trecho de referência: o supermercado Confiança, em frente à rodoviária.

Os veículos que estavam aguardando por ali se juntaram aos que iniciaram a carreata e, juntos, todos deram mais uma volta na avenida, fazendo o caminho de volta em direção à Porteira do Rio Grande. O protesto terminou em frente ao Sincomércio (quadra 17).

Empregos

O trio elétrico que acompanhou os veículos durante todo o trajeto emitia uma mensagem gravada destacando que, preservando e cuidando da saúde da população, o comércio de Bauru irá salvar empregos.

Segundo reiterou o presidente do Sincomércio, Walace Garroux Sampaio, o motivo da carreata foi o desespero em que se encontram os comerciantes da cidade, principalmente os pequenos empresários.

“Nós [Sincomércio] estamos falando em nome do comércio e de bares e restaurantes também, por delegação do sindicato próprio. Temos 10.800 empresas desse setor em Bauru, com 38 mil empregos diretos. Sem contar terceirizados, transportadoras e aqueles que vivem do movimento do comércio. Estimamos que, se isso se prolongar até 10 de maio, como previsto, até o final de maio vão desaparecer 20% das empresas de Bauru. Então, serão 2 mil empresas que não resistirão até o final do mês. E são 7 mil empregos dessas empresas que vão desaparecer. Já aquelas que vão sobreviver terão redução de 30% dos empregos mantidos”, explica.

Próximos passos

Após a carreata, o presidente do Sincomércio diz que a entidade continuará com a pressão pela reabertura dos estabelecimentos comerciais e espera que a opinião pública entenda a situação vivida.

“O que eu tenho sempre repetido exaustivamente é que os bauruenses vejam por trás de cada porta do comércio não a mercadoria que está lá na prateleira. Tem pessoas. Tem bauruenses lá dentro trabalhando junto. Você tem o comerciante, o comerciário. Famílias que dependem disso. Muitos tentam colocar uma dicotomia. Abre o comércio e acaba com a saúde. Ou vice-e-versa. Isso não existe em nenhum lugar do mundo. Economia e saúde têm que andar juntas”, frisa Walace.








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