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  • Da redação

"Foi um soldado da saúde", diz Cremesp, sobre o médico Homero Rodrigues, de 49 anos, forma


Faleceu na madrugada deste domingo (17), o médico ortopedista Homero Rodrigues, de 49 anos. Ele era formado pela Famema (turma de 1995) e atuava desde 2010 no Hospital Dom Helder Câmara, em Recife (PE), onde morava com a esposa Cristiane e dois filhos. Ele fazia parte do Instituto do Bem, entidade de assistência social no Nordeste.

O médico estava internado na UTI do Hospital, após contrair o coronavírus. O estado dele se agravou e ele veio a óbito neste domingo.

MENSAGEM DO CREMESP


“Queira o bem, plante o bem, o resto vem” esta era a premissa do Instituto do Bem, organização que o médico Homero Rodrigues fazia parte. Um grupo de profissionais liberais que tem a missão de contribuir para o resgate da dignidade de irmãos em condição de rua, gestantes vulneráveis e crianças carentes, na busca incessante do BEM comum. O grupo perdeu nesta madrugada de domingo (17/05) um de seus integrantes, o médico Homero Rodrigues.

Ele natural de Penápolis, fez residência médica em ortopedia no Hospital Servidor Municipal de São Paulo e passou a atuar em Pernambuco desde 2003, onde passou pelo Hospital Dom Helder Câmara, Hospital Memorial São José entre outros serviços.

A partida foi informada pela sua esposa, em uma rede social, com a seguinte mensagem: “E ele partiu, generosamente numa madrugada chuvosa de sábado para o domingo . Levou no coração uma legião de amigos e admiradores, desde a pessoa em situação de rua, pacientes, até os familiares e amigos de fé, que condoídos, sentem a dor da tua falta física.

Homero você foi um soldado da saúde , abatido em batalha , na linha de frente ao covid -19 … quantos mais serão ceifados no auge da sua capacidade laborativa …. Homero , você nunca foi para amadores, sempre intenso, sempre se doando. O coração condizia com seu tamanho, o gigante do bem, como carinhosamente era reconhecido nas comunidades que assistia, levando pão material e dignidade no olhar.

Embora devastada pela dor de não poder te abraçar fisicamente, entendo e agradeço cada minuto, fácil ou não, que passei ao teu lado. Seus filhos que o tem como um parceiro e amigo, vão sofrer tua distância, mas nunca tua ausência. Já foram criados cientes da imortalidade da alma.

Peço perdão e perdoo tudo que não foi dito, mas foi sentido. De onde estiver, vibre por nós, e nos, destarte, estaremos sempre em conexão. Segue em paz, se guiando pela luz, sempre. Gratidão eterna a equipe do RHP na pessoa de de Dr João Queiroga e de Dra Lucyana Melo, que além de ótimos médicos foram exemplos de humanidade e empatia na medicina.

Entrego a ti, Pai celestial, os despojos mortais do meu amado marido, companheiro de jornada terrena, amigo, conselheiro, pai dos meus filhos. Até breve ".





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