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Pesquisadores do Ibope tem testes quebrados e apreendidos em algumas cidades. Em Marília, material f



Equipes do Ibope que iniciaram pesquisa nacional sobre covid-19 estão enfrentando dificuldades para realizar os testes. Há relatos de prisão pela polícia, proibição de governos municipais ou até agressão nas ruas.

O estudo é feito pelo Ibope sob coordenação do Centro de Pesquisas Epidemiológicas da Ufpel (Universidade Federal de Pelotas). A pesquisa é financiada pelo Ministério da Saúde e seu custo estimado é de R$ 12 milhões, dos quais R$ 9,975 milhões ficarão com o Ibope.

O objetivo é verificar como o vírus está se propagando em todo o Brasil para criar políticas públicas mais eficientes de combate à pandemia.

A empresa começou a testagem em massa na 5ª feira (14.mai.2020). A ideia era finalizar na 6ª feira, mas isso não foi possível. O cronograma previa a realização de 3 etapas, em 2 dias cada (14 e 15 de maio/28 e 29 de maio/11 e 12 de junho). Diante das dificuldades, a 1ª fase foi prorrogada até 3ª feira (19 de maio).

O planejamento inicial era realizar 250 exames em cada uma 133 cidades selecionadas para as etapas. No total, seriam testadas 99.750 pessoas. O roteiro incluiria a visita aos domicílios, a aplicação de 1 questionário sobre sintomas e eventuais comorbidades e a realização do teste rápido para diagnosticar a doença.

Mas em muitos municípios isso não está sendo possível. De acordo com a Folha de S. Paulo, os responsáveis por fazer a coleta foram detidos em São Mateus (ES), Imperatriz (MA), Santarém (PA), Picos (PI), Patos (PB), Natal (RN), Crateús e Serra Talhada (PE), Rio Verde (GO), Cachoeiro do Itapemirim (ES), Caçador (SC) e Barra do Garças (MT).

Houve ainda relatos de que o material para fazer os testes foi destruído e as equipes tiveram de abandonar a cidade e desistir da pesquisa. Segundo pesquisadores da Ufpel, foram perdidos cerca de 800 testes, que foram apreendidos, abertos ou quebrados.

Há também casos em que os moradores desconfiam da pesquisa. Em Campos dos Goytacazes (RJ), por exemplo, muitas famílias se recusaram a fazer o teste com medo de ser 1 golpe, segundo o jornal Terceira Via.

Em Araraquara (SP), os pesquisadores foram proibidos na 6ª feira pelo município de ir às ruas fazer a coleta dos exames. A secretária de Saúde da cidade, Eliana Honai, declarou que só poderão fazer os testes quando conseguirem uma autorização da prefeitura.

“Não podemos permitir isso sem uma autorização da Vigilância Sanitária. As pessoas não são profissionais da área da saúde, não podem fazer este tipo de coleta nas residências. Fora isso, a Prefeitura não foi comunicada da pesquisa”, disse Honain à rádio CBN.

Ao Poder360, o ex-ministro do governo Dilma Rousseff e atual prefeito da cidade, Edinho Silva (PT), fez críticas à condução da pesquisa feita pelo Ministério da Saúde.

“Para fazer uma pesquisa como essa, para o Ministério da Saúde, para o governo federal, eles deviam pelo menos comunicar a autoridade de saúde do município, de vigilância. Seria interessante se eles dialogassem. Se eles compartilhassem com os municípios a metodologia e o objetivo da pesquisa. Em Araraquara gerou confusão por conta disso (…). Como é que alguém bate na sua porta e pede para coletar seu sangue?”, declarou.

Sobre os entrevistadores, que não são profissionais da saúde, o Ibope afirma que todos foram testados e apenas aqueles que apresentaram resultado negativo foram às ruas para realização da coleta de dados e aplicação do teste sanguíneo. “Esses profissionais foram devidamente treinados por um especialista da área de saúde e estarão utilizando os equipamentos de proteção individuais (EPIs), conforme orientação do Ministério da Saúde”, informou a empresa. Leia a íntegra da nota (33 KB).

O reitor da universidade de Pelotas, Pedro Hallal, divulgou em seu perfil no Facebook uma nota com críticas a alguns prefeitos dos municípios selecionados, que, segundo ele, agem como “xerifes” e “impedem ou atrapalham a realização da pesquisa”.

“Em cerca de 30 cidades, os pesquisadores estão de braços cruzados, esperando autorização dos gestores municipais, num processo burocrático que pode causar prejuízo aos cofres públicos, visto que a pesquisa é financiada com recursos públicos”, declarou. Hallal criticou ainda as forças de segurança das cidades que, de acordo com ele, “foram responsáveis por cenas lamentáveis e ações truculentas”.

FURTO DO MATERIAL EM MARÍLIA

Um rapaz de 23 anos, entrevistador do Ibope Inteligência foi vítima de furto quando estava em uma padaria no Zona Sul de Marília. O rapaz, de 23 anos, entrou no estabelecimento, localizado na Rua Romildo Marconato, para almoçar, por volta das 14h e deixou sobre o balcão uma embalagem com cerca de 16 testes de coronavírus.

A vítima disse que se distraiu e teve a material furtado. O prejuízo é estimado em cerca de R$ 5 mil. O local não possui câmeras de segurança;








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